São Paulo

Parada cardíaca: como age o metrô de SP em emergências médicas

Parada cardíaca: como age o metrô de SP em emergências médicas

O atendimento ágil em casos de parada cardíaca é crucial para a sobrevivência do paciente. Um exemplo notável é o protocolo adotado no metrô de São Paulo, conhecido como “Código R”. Ele visa mobilizar rapidamente funcionários treinados para iniciar ações de socorro antes da chegada de uma equipe médica especializada.

Essa abordagem foi discutida por especialistas como Sérgio Timerman, cardiologista e diretor do Centro de Parada Cardíaca do Incor, e Camila Lunardi, médica emergencista e presidente da ABRAMEDE, durante o CNN Sinais Vitais com Dr. Kalil, gravado em uma estação do metrô paulista.

O funcionamento do Código R

Quando um caso de parada cardíaca é identificado em uma das estações do metrô, os seguranças acionam imediatamente o “Código R”. Segundo Sérgio Timerman, os funcionários de segurança estão preparados para essa situação: “Na estação Clínicas ou em qualquer estação do metrô, os seguranças estão completamente preparados”, afirmou. Após essa sinalização, um empregado capacitado se dirige ao local para iniciar os procedimentos necessários, seguindo a chamada “corrente da sobrevivência”.

A corrente da sobrevivência, conforme explicado por Timerman, é composta por seis elos. Três deles são cruciais antes da chegada de qualquer ajuda médica: reconhecer a parada cardíaca, solicitar socorro e começar as compressões cardíacas efetivas até que o desfibrilador esteja disponível. Timerman ressaltou que muitos casos de parada cardíaca resultam de um ritmo anormal do coração, tornando o uso do desfibrilador essencial nos passos subsequentes.

Desidratação e a parada cardíaca em idosos

Camila Lunardi destacou a conexão entre desidratação severa e paradas cardíacas, principalmente em idosos. Ela comentou que uma das causas potenciais de parada cardíaca é a hipovolemia, que se refere à redução do volume sanguíneo circulante. “Se um paciente apresenta um coração já comprometido, comum em idosos, e esse volume sanguíneo diminui rapidamente devido à desidratação ele corre um grande risco de comprometer a perfusão do coração, resultando em parada cardíaca”, explicou Lunardi.

A médica também observou que este tipo de parada cardíaca difere daquela em pacientes que sofrem um infarto súbito. “Essa é um pouco mais insidiosa, ou seja, é um processo mais lento, mas ainda é uma ocorrência possível”, acrescentou.

Taxa de sobrevida no metrô de SP

Conforme relatado por Sérgio Timerman, o sistema de atendimento de emergência no metrô de São Paulo está em funcionamento há duas décadas, e os resultados obtidos são notáveis. Na primeira pesquisa realizada, a taxa de sobrevida estava em 34%, e atualmente, esse número aumentou para cerca de 40%.

“Se você precisar passar por uma parada cardíaca em São Paulo, que seja aqui dentro do metrô”, concluiu Timerman, destacando a eficiência do protocolo em comparação a outros locais movimentados.

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