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Polícia faz operação contra fraude milionária ligada à Camisaria Colombo; dono é preso em SP

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (21) uma operação contra um esquema de fraude milionária no sistema bancário e de ocultação de patrimônio que envolve os proprietários da Camisaria Colombo e outros investigados. O grupo é suspeito de praticar furto mediante fraude e fraude contra credores, com prejuízo estimado em R$ 21 milhões.

Foram expedidos quatro mandados de prisão temporária. Entre os alvos, estão os irmãos Álvaro Jabur Maluf Júnior e Paulo Jabur Maluf, donos da rede varejista. Álvaro foi preso ainda pela manhã. Também são alvos Bruno Gomes de Souza e Mauricio Miwa, ligados à empresa BS Capital, responsável pela gestão dos valores desviados. Um deles já foi detido.

Além das prisões, a Justiça autorizou o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão em endereços na capital paulista, no interior (Birigui e Avaré) e em Brasília. Mais de 20 policiais do Deic (Divisão de Crimes Cibernéticos) participaram da ação.

Como funcionava o esquema

As investigações começaram em dezembro, após denúncia do PagSeguro, que identificou um furto milionário por meio de fraude tecnológica. Segundo a polícia, os suspeitos exploraram uma vulnerabilidade do sistema da instituição para criar créditos inexistentes e movimentar valores de forma pulverizada em diversas contas bancárias.

Com essas transações, foram transferidos cerca de R$ 21 milhões para a conta da BS Capital, sendo R$ 9 milhões apenas no período de 1º a 21 de outubro de 2024.

De acordo com os investigadores, o esquema tinha como objetivo dissimular bens e valores em meio ao processo de recuperação judicial da Camisaria Colombo, prejudicando credores do sistema financeiro nacional.

Histórico da Colombo

Fundada em 1917, em São Paulo, a Camisaria Colombo se consolidou como uma das principais varejistas de moda masculina do Brasil, especializada na venda de ternos, camisas, gravatas e acessórios, com forte presença em shoppings e centros comerciais.

A reportagem tenta contato com as defesas dos empresários e demais investigados.