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Crime da mala: polícia diz que corpo ficou em geladeira de pousada antes de ser esquartejado em Porto Alegre

A Polícia Civil e o Instituto-Geral de Perícias (IGP) revelaram detalhes macabros sobre o chamado crime da mala, que chocou Porto Alegre. Segundo as investigações, o corpo de Brasília Costa, de 65 anos, foi mantido dentro de uma geladeira no quarto de pousada em que ela estava hospedada com o namorado, Ricardo Jardim, de 66 anos, antes de ser esquartejado e espalhado por diferentes pontos da cidade.

De acordo com o delegado Mário Souza, responsável pelo caso, Ricardo teria ocultado o corpo por dias até decidir pelo desmembramento. O suspeito está preso preventivamente desde o início de setembro, mas nega ter cometido o homicídio. Em depoimento, ele admitiu apenas ter se desfeito dos restos mortais.

O IGP apontou que Brasília já estava morta quando foi esquartejada, uma vez que não foram identificados sinais vitais nas lesões. Contudo, a causa da morte ainda não foi estabelecida. A localização do crânio é considerada fundamental para a conclusão da perícia, e as autoridades intensificaram buscas em lixões e aterros sanitários que recebem resíduos de Porto Alegre.

As investigações mostram que Ricardo agiu com planejamento. Ele realizou compras entre os dias 8 e 14 de agosto, sempre em dinheiro, adquirindo serra tipo arco, luvas, lonas, sacos plásticos e fitas adesivas. No dia 14, comprou a mala usada para transportar o tronco da vítima, visto depois em imagens de câmeras de segurança na rodoviária da capital. No dia 20, as gravações mostram o suspeito deixando a mala em um setor de guarda-volumes.

O histórico criminal de Ricardo também pesa contra ele. Em 2018, ele foi condenado a 28 anos de prisão por assassinar e concretar a própria mãe. Em 2024, ganhou o direito de progressão ao regime semiaberto, mas agora volta ao sistema prisional como acusado de novo crime brutal.

Enquanto a Defensoria Pública, que representa o suspeito, afirma que só se manifestará nos autos, a Polícia Civil segue reunindo provas para fortalecer o inquérito. As buscas pelo crânio e por outros elementos ainda não localizados permanecem como prioridade, já que podem definir de forma conclusiva a causa da morte de Brasília Costa.