Um laudo preliminar divulgado nesta quinta-feira (9) confirmou que o advogado criminalista Luiz Fernando Pacheco, integrante do grupo Prerrogativas, morreu em decorrência de traumatismo craniano. O advogado foi encontrado morto na rua Itambé, no bairro de Higienópolis, região central de São Paulo, após ter sido agredido durante um assalto.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o golpe fatal teria ocorrido quando Pacheco foi atacado pelo assaltante Lucas Brás dos Santos, de 27 anos, conhecido por praticar roubos na região. A pancada, resultado de um soco no rosto, fez com que o advogado caísse e batesse a cabeça na calçada. Lucas e a companheira, Ana Paula Teixeira Pinto de Jesus, de 45 anos, foram presos e respondem por latrocínio — roubo seguido de morte.
Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que o advogado é abordado pelo casal. No vídeo, Lucas desfere o soco e, enquanto Pacheco permanece desacordado no chão, os criminosos aproveitam para roubar seus pertences antes de fugir. Um terceiro suspeito, José Lucas Domingo Alves, de 23 anos, acusado de dar cobertura à dupla, também foi preso.
Inicialmente, amigos do advogado suspeitaram que ele tivesse sido envenenado, após uma mensagem em tom de brincadeira enviada ao grupo Prerrogativas dizendo que havia “tomado metanol”. No entanto, o laudo oficial descartou a presença da substância no corpo da vítima.

Pacheco chegou a ser socorrido pela Santa Casa de São Paulo, mas, sem documentos, só foi identificado 36 horas depois, por meio das impressões digitais. Seu corpo foi sepultado no dia 3 de outubro, em uma cerimônia com a presença de ministros e colegas da advocacia.
A polícia revelou ainda que o principal agressor, Lucas Brás, já tinha condenação anterior por roubo contra outra advogada, em agosto de 2023, na região da Bela Vista. Na ocasião, ele foi preso em flagrante, mas solto meses depois por decisão judicial que considerou o tempo de prisão preventiva excessivo. Curiosamente, o mesmo juiz que determinou a soltura foi quem, em janeiro de 2025, o condenou a cinco anos e quatro meses de prisão — pena que ele nunca chegou a cumprir.
A delegada Gabriela Lisboa, responsável pela investigação, afirmou que os três suspeitos confessaram participação no crime e viviam em situação de rua, usando abrigos municipais para se alimentar. Até o momento, os pertences de Pacheco ainda não foram recuperados.
O caso gerou grande comoção entre juristas e integrantes do grupo Prerrogativas, que cobraram maior rigor nas decisões judiciais envolvendo reincidência criminal e reforço da segurança nas áreas centrais de São Paulo.