A Polícia Militar de São Paulo realizou, na manhã deste sábado (18), uma descoberta macabra em um apartamento localizado no Jardim Paulista, bairro nobre da Zona Oeste da capital. No interior do imóvel, os agentes encontraram mais de dez crânios e uma quantidade significativa de ossos humanos, além de fotografias antigas em preto e branco e uma caixa lacrada, cujo conteúdo ainda não foi divulgado.
De acordo com as primeiras informações, a principal linha de investigação aponta que os restos mortais teriam sido retirados ilegalmente de cemitérios da cidade. A suspeita surgiu após a análise inicial dos materiais encontrados, que não apresentavam sinais de estudo forense, pesquisa médica ou autorização oficial para uso acadêmico.
O apartamento pertencia a um homem que morreu na última segunda-feira (13). Vizinhos informaram à polícia que o morador vivia sozinho e raramente recebia visitas. Após sua morte, familiares e funcionários do prédio acionaram as autoridades ao perceberem um forte odor vindo do local e a presença de caixas e objetos incomuns.
Todo o material recolhido foi encaminhado ao Instituto de Criminalística (IC), onde peritos farão exames detalhados para identificar a origem dos ossos e determinar se há relação com ocorrências de furtos recentes em cemitérios paulistanos. A Polícia Civil, por meio do 78º Distrito Policial (Jardins), será responsável pela investigação do caso, que ainda está em fase inicial.
Embora o conteúdo chocante tenha despertado grande curiosidade, os investigadores trabalham com cautela e não descartam outras hipóteses — como a possibilidade de o material estar vinculado a coleções particulares, práticas esotéricas ou comércio ilegal de ossos humanos, uma atividade que, embora rara, já foi registrada em diferentes regiões do país.
O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e entre os moradores do bairro, conhecido por abrigar residências de alto padrão e galerias de arte. A PM reforçou que o imóvel permanece interditado até a conclusão da perícia.