A adoção de animais de estimação tem se tornado uma alternativa cada vez mais procurada pelos moradores da Região Metropolitana de São Paulo, que buscam não apenas um novo companheiro, mas também uma forma de contribuir com o bem-estar animal. Em diversos municípios da Grande SP, programas municipais e parcerias com ONGs oferecem cães, gatos e até cavalos resgatados de situações de abandono, maus-tratos ou negligência.
Esses programas têm como objetivo dar uma nova chance de vida a animais que passaram por sofrimento e agora recebem cuidados, alimentação adequada, vacinação e castração antes de serem disponibilizados para adoção. Além disso, muitos centros de zoonoses e abrigos mantêm atendimento veterinário gratuito por um período após a adoção, ajudando os tutores na adaptação inicial do novo pet.
O processo de adoção é gratuito na maioria das cidades e costuma exigir que o interessado seja maior de idade, apresente documentos pessoais e comprovante de residência, e, em alguns casos, participe de uma entrevista ou visita domiciliar para garantir que o animal viverá em um ambiente adequado.
Cada cidade da Grande São Paulo possui seu próprio sistema de adoção. Em Barueri, o CEPAD 1 abriga cerca de 140 cães e 10 gatos, exigindo o preenchimento de um questionário e assinatura de um termo de compromisso. Já em Carapicuíba, as feiras de adoção são o principal canal, enquanto Cotia realiza eventos periódicos com até dez animais disponíveis por edição.
No ABC Paulista, municípios como Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul mantêm programas estruturados. Santo André oferece o Programa PATA, que conecta tutores e pets via aplicativo e feiras presenciais. Já São Bernardo disponibiliza até 51 animais, entre cães, gatos e um equino, exigindo documentos e exames específicos para adoções de cavalos.
A cidade de São Paulo lidera em número de animais disponíveis, com cerca de 290 pets sob os cuidados do Centro Municipal de Adoção, localizado na Rua Santa Eulália, no bairro de Santana. O processo inclui taxa simbólica de R$ 34,20, além de entrevista e documentação.
Cidades menores, como Mairiporã, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, mantêm parcerias com ONGs para promover feiras mensais de adoção. Outras, como Itapecerica da Serra e Itapevi, apostam em plataformas digitais que permitem a adoção online, com fotos, perfis e histórico dos animais.
Os programas reforçam a importância da guarda responsável, lembrando que a adoção deve ser uma decisão consciente e duradoura. “Mais do que um ato de amor, adotar é assumir o compromisso de cuidar de um ser vivo que depende de atenção, afeto e cuidados diários”, ressalta um comunicado da Secretaria do Meio Ambiente de São Bernardo do Campo.
Com ações conjuntas entre poder público e sociedade civil, a Grande São Paulo dá exemplo de mobilização em prol da causa animal, mostrando que adotar é transformar vidas — inclusive a do próprio adotante.