A cidade de São Paulo vive uma preocupante escalada nos roubos e furtos de celulares. Entre janeiro e agosto de 2025, foram registrados 124.377 casos, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) analisados pela TV Globo. O volume representa uma média de 511 ocorrências por dia, o equivalente a um celular roubado a cada três minutos na maior metrópole do país.
Em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados 122.186 registros, o aumento foi de 1,8%, revelando que o problema persiste e ainda se intensifica em várias regiões.
O levantamento mostra que Pinheiros, na Zona Oeste, continua sendo o bairro mais afetado, com 4.072 celulares levados por criminosos nos oito primeiros meses do ano. Em seguida aparecem Consolação (3.708), República (3.632), Bela Vista (3.416), Bom Retiro (2.755) e Liberdade (2.222), concentrando quase 16 mil ocorrências na região central da cidade.
Outros bairros com altos índices incluem Vila Mariana, Barra Funda, Santo Amaro e Itaim Bibi, mostrando que os crimes se espalham tanto por áreas comerciais quanto residenciais. A lista também inclui regiões periféricas, como Capão Redondo e Campo Limpo, o que reforça a abrangência do problema.
Segundo o pesquisador Leonardo Silva, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os roubos de celulares ocorrem em praticamente todas as áreas da capital. “Não há uma concentração única. O crime está disseminado, o que dificulta o planejamento de estratégias específicas de combate”, explica.
O Fórum aponta ainda que os horários mais críticos são entre 5h e 8h, quando as pessoas saem de casa, e a partir das 18h, no retorno do trabalho — períodos em que os criminosos aproveitam a movimentação intensa.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que mantém ações permanentes de combate aos roubos e furtos de celulares e que intensificou o policiamento em pontos com maior número de ocorrências. A pasta também destacou que quase quatro mil aparelhos roubados foram recuperados e devolvidos aos donos neste ano.
Enquanto as autoridades reforçam o policiamento, especialistas defendem que políticas de prevenção e rastreamento de aparelhos devem ser aprimoradas para conter o avanço desse tipo de crime, que atinge diariamente milhares de paulistanos em diferentes bairros da capital.