A designer de interiores que teve a visão gravemente comprometida após consumir uma caipirinha contaminada com metanol em um bar de São Paulo apresentou melhora significativa em seu quadro clínico. Depois de passar 15 dias em coma induzido e enfrentar um longo processo de reabilitação, ela voltou a enxergar parcialmente, descrevendo o avanço como “um alívio gigantesco”.
O caso ocorreu no início de outubro, quando a vítima, de 32 anos, ingeriu a bebida durante um encontro com amigos em um estabelecimento na zona oeste da capital. Poucas horas depois, ela passou mal e foi levada ao hospital com sintomas de intoxicação severa. Os médicos constataram que a bebida havia sido adulterada com metanol — uma substância altamente tóxica, usada em produtos industriais e proibida para consumo humano.
Durante o período em coma, a paciente chegou a ter risco de morte e perda total da visão. Segundo familiares, o retorno gradual da capacidade visual começou há cerca de uma semana. “Todo dia enxergo um pouquinho mais. É como se eu estivesse renascendo”, relatou emocionada.
A Polícia Civil investiga o caso e já colheu depoimentos de funcionários e clientes do bar. O local foi interditado pela Vigilância Sanitária, e amostras da bebida estão sendo analisadas pelo Instituto de Criminalística. Casos semelhantes vêm sendo registrados em outras cidades brasileiras, levantando alertas sobre falsificação de bebidas alcoólicas e a falta de fiscalização adequada.
Médicos alertam que o metanol, mesmo em pequenas quantidades, pode causar cegueira irreversível e danos neurológicos graves. A vítima segue em tratamento com acompanhamento oftalmológico e psicológico, na esperança de recuperar completamente a visão.