A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) confirmou, nesta segunda-feira (3), que o criminoso de 18 anos morto durante um confronto com policiais militares no bairro do Morumbi, Zona Sul da capital, no domingo (2), era um dos suspeitos envolvidos no assalto a uma farmácia que resultou na morte de um taxista na semana anterior.
De acordo com as investigações, o jovem participou do crime ocorrido em 28 de outubro, quando quatro assaltantes invadiram uma unidade da Drogaria SP na Avenida Morumbi. Na ocasião, o taxista Marcelo Silveira, de 57 anos, que aguardava um passageiro no local, foi confundido com um segurança e baleado na cabeça. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital do Campo Limpo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
O tiroteio mais recente aconteceu na Avenida Giovanni Gronchi, nas proximidades da comunidade de Paraisópolis, após quatro criminosos em duas motocicletas abordarem um casal que deixava um bar com um bebê nos braços. Em meio à ação violenta, um dos ladrões chegou a morder a mão da mulher para arrancar sua aliança.
Policiais militares que faziam patrulhamento na área flagraram o grupo e tentaram realizar a abordagem. Os assaltantes reagiram atirando contra a viatura, o que deu início a uma troca de tiros intensa. Dois suspeitos, ambos de 18 anos, foram baleados — um deles morreu no local e o outro foi levado para o Hospital do Campo Limpo, onde permanece internado, fora de risco. Os comparsas que estavam na outra moto conseguiram escapar e continuam sendo procurados.
Com os suspeitos atingidos, os agentes apreenderam pertences roubados e uma motocicleta com sinais de adulteração, utilizada em outros assaltos na região, segundo a SSP. Um homem de 41 anos que esperava em um ponto de ônibus acabou sendo ferido por disparos feitos pelos criminosos e foi encaminhado ao Hospital das Clínicas.
Imagens registradas por moradores e câmeras de segurança mostram parte da troca de tiros, incluindo o momento em que policiais enfrentam um dos suspeitos e o deixam caído no chão, ferido. O material também será analisado durante a investigação conduzida pela Polícia Civil, com apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura as circunstâncias da morte e o envolvimento do grupo em outros roubos.
O caso foi registrado como roubo, tentativa de homicídio, resistência, adulteração de sinal identificador de veículo e morte decorrente de intervenção policial.