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Celso santana, marabaense e ex militar e condenado e preso por vários delitos em todo o país

Rio de Janeiro (RJ) – A Polícia Civil prendeu em flagrante o ex-militar Celso Santana Neto, de 59 anos, natural de Marabá (PA), acusado de utilizar um falso diagnóstico de esquizofrenia para evitar punições judiciais. O homem foi detido no último dia 26 de janeiro, na zona norte do Rio, e encaminhado à 19ª Delegacia de Polícia da Tijuca, onde o caso foi formalizado.

De acordo com o auto de prisão em flagrante, obtido com exclusividade, Celso apresentava comportamento agressivo e suspeito no momento da abordagem, o que levou populares a acionarem a polícia. Durante o interrogatório, ele se recusou a prestar declarações, alegando sofrer de “problemas mentais” e dizendo que só falaria em juízo. A justificativa, no entanto, levantou desconfiança entre os agentes, que já o monitoravam por adotar a mesma conduta em situações anteriores.

Fontes próximas à investigação afirmam que o ex-militar demonstra plena lucidez e usa o suposto quadro psiquiátrico como manobra para se esquivar de responsabilidades. “É uma estratégia de manipulação. Ele sabe exatamente o que faz e tenta usar o discurso de doença mental para evitar a prisão”, relatou um servidor envolvido na ocorrência.

Ainda conforme o documento oficial, Celso foi informado de seus direitos constitucionais e submetido a uma avaliação médica para comprovação de seu estado mental. Testemunhas, entre elas um policial militar e um segurança de supermercado, foram ouvidas, mas preferiram não entrar em detalhes sobre o comportamento do suspeito.

A delegada Cristiane Lopes Uchôa, titular da 19ª DP, conduz as investigações e busca identificar se Celso Santana está ligado a outros casos semelhantes registrados em bairros da zona norte carioca. A principal linha de apuração é que ele possa integrar uma série de episódios envolvendo fraudes e ameaças, utilizando o suposto distúrbio mental como forma de escapar do sistema penal.

As autoridades destacam que o caso é delicado, pois envolve a possibilidade de falsificação de diagnósticos médicos e o uso indevido de uma condição psiquiátrica como subterfúgio judicial. A investigação deve ter novos desdobramentos nos próximos dias, com o cruzamento de dados de outras ocorrências e o resultado do laudo psiquiátrico solicitado pela Polícia Civil.

AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE CELSO RJ