Tragédia no Centro de São Paulo. Três pessoas morreram na manhã deste sábado (8) após o desabamento de um muro causado por um ônibus que manobrava em um estacionamento particular na rua Vieira Martins, no bairro do Brás. O acidente ocorreu em uma área de grande circulação de pedestres, próxima à estação Bresser/Mooca da Linha 3-Vermelha do Metrô.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o veículo atingiu a estrutura lateral do estacionamento, provocando a queda do muro sobre uma viela adjacente. No momento, pelo menos três pessoas passavam pelo local e foram atingidas pelos escombros. Duas delas morreram na hora, e a terceira chegou a ser socorrida em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos.
As vítimas, de acordo com os bombeiros, são dois homens e uma mulher. Um dos homens, de aproximadamente 40 anos, e a mulher, também com cerca de 40 anos, morreram no local. O outro homem, estimado em 35 anos, foi levado com múltiplos traumas ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Misericórdia, no centro da cidade, onde acabou falecendo durante o atendimento médico.
Equipes de resgate e da Polícia Militar foram acionadas imediatamente para o local, que ficou isolado para o trabalho dos peritos e a retirada dos destroços. O Corpo de Bombeiros informou que a ocorrência ainda está em andamento e que as causas exatas do acidente serão investigadas.
O ponto onde ocorreu o desabamento é bastante movimentado, especialmente por estar próximo ao acesso da estação Bresser/Mooca e a uma área com intensa circulação de trabalhadores e comerciantes. O trânsito foi parcialmente bloqueado na região para o trabalho das equipes de emergência.
A identidade das vítimas ainda não foi divulgada oficialmente. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deve apurar se houve falha na manobra do motorista, falta de manutenção na estrutura do muro ou negligência por parte dos responsáveis pelo estacionamento.
O acidente causou comoção entre moradores e pedestres da região, que relataram o forte estrondo e o desespero das pessoas que tentavam ajudar as vítimas logo após o desabamento. “Foi muito rápido, só deu pra ouvir o barulho e ver a poeira. Todo mundo correu pra tentar ajudar”, contou uma testemunha.