As linhas 11-Coral e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) registraram mais uma tarde de transtornos nesta sexta-feira (28), após uma falha no sistema interno de energia na região da Estação Palmeiras-Barra Funda interromper parcialmente a operação. O problema, ocorrido por volta das 14h30, obrigou a companhia a limitar a circulação das composições até a Estação da Luz, afetando diretamente milhares de passageiros que dependem do serviço para acessar áreas centrais da capital e toda a faixa leste de São Paulo.
A interrupção também prejudicou o funcionamento do Expresso Aeroporto, ligação direta entre as estações da Luz e Guarulhos, provocando superlotação nas plataformas e atrasos que se estenderam por toda a tarde. Segundo a CPTM, a falha não tem relação com o fornecimento de energia da Enel, concessionária estadual, e teria sido causada por um defeito em um equipamento interno da própria companhia. Técnicos foram acionados imediatamente para avaliar a origem da pane e iniciar os reparos, mas a empresa ainda não apresentou previsão de normalização.
Com a circulação suspensa no sentido Barra Funda, muitos passageiros precisaram recorrer à Linha 10-Turquesa para concluir o trajeto, o que ampliou a demanda e gerou filas ainda maiores. Usuários relataram longos períodos de espera, plataformas sem espaço para circulação e dificuldade até para embarcar, especialmente na Linha 11-Coral, conhecida por operar frequentemente no limite de capacidade.
Em meio à confusão, um trem chegou a ficar imobilizado exatamente sobre o trecho avariado, forçando a CPTM a enviar outra composição para resgatar os passageiros. O procedimento, embora necessário para segurança, estendeu ainda mais o tempo de deslocamento e agravou a sensação de desorganização entre quem já estava há vários minutos preso dentro dos vagões.
Mais cedo, a Linha 7-Rubi também havia sido afetada pela instabilidade energética, sendo obrigada a operar com velocidade reduzida por cerca de 90 minutos. De acordo com a concessionária TIC Trens, a situação só foi totalmente regularizada por volta das 16h40.
Os episódios desta sexta somam-se a uma semana especialmente difícil para quem depende da malha ferroviária. Na terça-feira (25), uma falha elétrica grave deixou a Linha 11-Coral funcionando de forma irregular por quase 23 horas, após o enroscamento do pantógrafo — equipamento responsável pela captação de energia — danificar a rede aérea. A lentidão se prolongou até a manhã de quarta-feira (26), causando aglomerações em pleno horário de pico e revolta entre usuários.
Embora a CPTM tenha divulgado intervalos entre 8 e 16 minutos, passageiros relatam esperas muito maiores e plataformas lotadas além do tolerável. Com duas panes significativas em menos de uma semana, cresce a cobrança por estabilidade, transparência e investimentos que evitem a repetição desses transtornos em algumas das linhas mais movimentadas da Grande São Paulo.