A cidade de São Paulo acaba de ganhar um equipamento inédito em seu mapa de lazer urbano: uma praia de surfe artificial instalada às margens da Marginal Pinheiros, no coração da Zona Sul. O São Paulo Surf Club, inaugurado nesta quinta-feira (4), marca a chegada de um modelo de clube de luxo centrado em uma piscina de ondas programadas — uma estrutura de 220 metros de extensão, com tecnologia capaz de produzir ondas longas, estáveis e com até 22 segundos de duração, superando com folga o período médio das ondas naturais do litoral brasileiro.
Localizado no Real Parque, próximo à Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, o complexo opera em regime fechado, acessível apenas a quem adquirir um título vitalício no valor de R$ 1,25 milhão, além de mensalidades de R$ 3,3 mil. O empreendimento é administrado pelo grupo JHSF, responsável também por hotéis, restaurantes e centros comerciais de alto padrão na capital e em outras regiões do país.
A ambientação mistura estilo de resort tropical com o cenário urbano paulistano: coqueiros, areia clara, duchas e vegetação ornamental convivem a poucos metros de uma das vias mais movimentadas da cidade. Ao mesmo tempo em que carros se acumulam na Marginal Pinheiros, surfistas treinam suas habilidades em uma piscina de água tratada e ondas calibradas digitalmente. A tecnologia PerfectSwell®, importada da American Wave Machines e exclusiva da JHSF no Brasil, permite configurar características como altura, velocidade e formato da onda com apenas alguns comandos.
Antes de entrar na água, os iniciantes passam por uma aula obrigatória fora da piscina, onde instrutores explicam os componentes da prancha, orientam exercícios de aquecimento e simulam movimentos fundamentais, como remar, levantar e estabilizar o corpo. As posições demarcadas ao longo da borda da piscina — de 1 a 15 — determinam o tipo e a intensidade das ondas, o que ajuda a adaptar a experiência tanto para surfistas experientes quanto para quem está tendo o primeiro contato com o esporte.
Além da praia artificial, o São Paulo Surf Club abriga seis pavimentos dedicados ao lazer premium. No térreo estão o lobby, os vestiários, o ambulatório, o restaurante envidraçado com vista para a piscina de surfe, o bar, a loja, o depósito de pranchas e áreas externas com piscinas decorativas. Os andares superiores oferecem academia equipada, quadras de pickleball, squash e tênis, spa, salas de massagem, pilates, áreas de relaxamento e até escritórios administrativos. No topo do edifício há uma quadra poliesportiva e outra de tênis rápido cercadas por estruturas transparentes que revelam o horizonte da Zona Sul.
O clube também impulsionou um novo empreendimento residencial: o São Paulo Surf Club Residences, previsto para lançamento em 2026. Os apartamentos, com metragem entre 260 m² e 870 m², poderão ultrapassar R$ 36 milhões, com acesso direto às áreas do clube e vista para a praia artificial — mediante aquisição de um título adicional para utilização da infraestrutura.
Segundo o surfista Ítalo Ferreira, presente na pré-estreia, o projeto representa uma nova fase para o lazer paulistano. Para a JHSF, a praia artificial é mais do que um clube: é um “presente para a cidade”, que oferece previsibilidade e condições ideais para a prática do surfe sem depender de clima, maré ou deslocamentos até o litoral.
Enquanto isso, no cotidiano da metrópole, a cena promete se tornar parte da paisagem: entre prédios, avenidas expressas e um dos trânsitos mais intensos do país, alguns privilegiados poderão surfar tubos geométricos e ondas meticulosamente desenhadas por algoritmos — tudo sem sair da capital.