Política São Paulo

Cinco cidades da Grande SP elevam tarifa de ônibus para R$ 6,10 a partir de janeiro de 2026

Os municípios de Osasco, Barueri, Carapicuíba, Jandira e Itapevi anunciaram o reajuste da tarifa de ônibus municipal, que passará de R$ 5,80 para R$ 6,10 a partir do dia 5 de janeiro de 2026. O aumento representa uma alta de 5,2% no valor da passagem e impactará diretamente milhares de usuários do transporte coletivo na região metropolitana oeste de São Paulo.

O percentual definido pelas prefeituras supera a inflação oficial acumulada nos últimos 12 meses. De acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação medida até novembro ficou em 4,46%, abaixo do reajuste aplicado pelas administrações municipais. No acumulado de 2025, o IPCA registra alta de 3,92%, reforçando que o aumento das tarifas ficou acima da média inflacionária do período.

As prefeituras justificam o reajuste com base no aumento dos custos operacionais do sistema de transporte público, incluindo combustível, manutenção da frota, salários de funcionários e contratos com empresas concessionárias. Segundo os gestores, o reajuste seria necessário para garantir a continuidade do serviço e evitar desequilíbrios financeiros nas operações.

O anúncio ocorre em um contexto de inflação controlada no país. Em novembro, o IPCA registrou variação de 0,18%, o menor índice para o mês desde 2018. Cinco dos nove grupos pesquisados apresentaram alta, com destaque para despesas pessoais e habitação. O grupo Transportes, que influencia diretamente os custos do setor, teve aumento de 0,22% no período.

Apesar do cenário inflacionário mais estável, o aumento da tarifa gerou preocupação entre passageiros que dependem diariamente do transporte público para trabalhar e estudar. Moradores da região apontam que o reajuste pesa no orçamento familiar, especialmente para quem utiliza mais de uma condução por dia.

Especialistas em mobilidade urbana destacam que reajustes acima da inflação reacendem o debate sobre o financiamento do transporte público, a necessidade de subsídios e a busca por modelos que reduzam o impacto direto no bolso do usuário, sem comprometer a qualidade do serviço oferecido.