A comerciante Débora Oliveira, de 57 anos, recebeu alta médica após ser atingida por uma árvore de grande porte que caiu dentro do Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, na tarde da última sexta-feira (2). O acidente ocorreu enquanto ela trabalhava em um quiosque vendendo água de coco e salgadinhos, atividade que exerce há cerca de três décadas no local.
Segundo informações repassadas pela família, Débora sofreu uma fratura na clavícula e levou nove pontos na testa em decorrência do impacto. Apesar da gravidade do susto, o quadro de saúde evoluiu de forma positiva, permitindo que ela deixasse o Hospital São Paulo e retornasse para casa. Ainda assim, a comerciante segue sentindo dores e precisará de repouso e acompanhamento médico durante o período de recuperação.
Em entrevista, a filha da vítima, Edna Oliveira, relatou que estava trabalhando em um quiosque próximo quando ouviu um forte barulho vindo da área onde a mãe se encontrava. Ao correr até o local, encontrou Débora ferida após ser atingida por um dos galhos da árvore. Para Edna, o desfecho poderia ter sido ainda mais grave caso o tronco tivesse atingido a comerciante diretamente.
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas imediatamente, assim como o helicóptero da Polícia Militar, que auxiliou no resgate. Débora foi retirada do local e encaminhada ao hospital para avaliação e tratamento. Outras duas pessoas também foram atingidas durante a queda da árvore, mas sofreram apenas ferimentos leves e receberam atendimento no próprio parque.
A Urbia, concessionária responsável pela administração do Parque Ibirapuera, informou que isolou preventivamente a área onde ocorreu o acidente e lamentou o ocorrido. A empresa destacou que as causas da queda da árvore ainda serão apuradas. Já a Prefeitura de São Paulo apontou, em avaliação inicial, que o episódio pode estar relacionado aos fortes ventos registrados na capital paulista nos últimos dias.
A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente anunciou que realizará uma vistoria técnica no local para verificar as condições das árvores e prevenir novos acidentes. De acordo com a Defesa Civil, uma análise preliminar não identificou comprometimento estrutural na área afetada, mas o monitoramento continuará sendo feito.