Segundo o Deic, os golpes consistiam em, a partir de dados obtidos de forma ilícita, abordar pessoas alegando a recuperação de ‘créditos podres’. As vítimas, principalmente idosos, eram convencidas a pagar valores que não deviam.
A polícia de São Paulo fechou na quinta-feira (22) uma “central de golpes” instalada em um prédio comercial na Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste, área considerada um dos principais centros financeiros do país.
Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a localização da base era usada para dar aparência de legitimidade ao esquema fraudulento.
De acordo com o delegado-geral de Polícia de São Paulo, Artur Dian, a ‘central do golpe’ tinha cerca de 100 funcionários e trabalhava em mais de 400 computadores usados nas fraudes.
No endereço funcionava uma empresa híbrida: parte das atividades era voltada a cobranças legítimas e outra era dedicada à aplicação de golpes.
No local, foram apreendidos documentos utilizados durante os contatos com as vítimas.