Polícia São Paulo

A atuação da FICCO na fronteira entre Brasil e Peru resulta na destruição de uma pista de pouso utilizada pelo narcotráfico na Amazônia.

Brasil – Um duro golpe foi aplicado à logística do tráfico internacional de drogas na tríplice fronteira. Em uma operação conjunta realizada no último domingo (15), forças de segurança do Brasil e do Peru desmantelaram uma base estratégica utilizada por organizações criminosas na comunidade de Nueva Galilea, situada no distrito de Ramón Castilla (Departamento de Loreto), em solo peruano.

A ação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), com a participação das unidades de Tabatinga (FICCO/TBA) e do Amazonas (FICCO/AM), em colaboração direta com as autoridades peruanas.

O sucesso da operação, divulgada oficialmente nesta segunda-feira (16), é fruto de um minucioso trabalho de inteligência realizado no Brasil. As investigações revelaram a existência de uma rota aérea clandestina destinada ao abastecimento do mercado de drogas brasileiro.

As informações de inteligência mostraram uma infraestrutura logística robusta oculta na selva peruana, servindo como ponto de decolagem e abastecimento para o transporte de entorpecentes.

Ao chegarem ao local, as equipes táticas se depararam com um cenário de operação industrial do narcotráfico. O resultado da ação foi a neutralização completa da capacidade operacional do grupo na região:

Frota Aérea Inutilizada: Três aeronaves, utilizadas para o transporte transfronteiriço de drogas, foram localizadas e inutilizadas pelas forças de segurança.

Pista Clandestina Destruída: A pista de pouso e decolagem, aberta ilegalmente na mata para receber os voos do tráfico, foi explodida e tornada inoperante.

Laboratório Neutralizado: Nas proximidades da pista, os agentes encontraram e destruíram um laboratório rústico para a produção de cocaína, eliminando tanto o transporte quanto a produção do narcótico.

A operação reforça a estratégia de asfixia financeira e logística das organizações criminosas que atuam na Amazônia, evidenciando que as fronteiras geográficas não representam barreiras para a cooperação policial na luta contra o crime organizado.