Política

Pela 1ª vez, Lulinha enfrenta pressão de PF, STF e CPMI

O caso de Fábio Luís da Silva, conhecido como “Lulinha”, ganhou destaque nas investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias. Sua ligação com o esquema circula agora entre as análises da Polícia Federal e a CPMI do INSS.

A pressão sobre Lulinha aumentou nesta semana. A CPMI decidiu pela quebra de sigilo de suas informações, enquanto o STF autorizou o acesso a dados bancários relevantes. Essas decisões refletiram a preocupação das instituições com possíveis comportamentos antiéticos associados ao filho do presidente Lula (PT).

Ligações suspeitas

Fábio Luís surgiu como alvo principal após vínculos revelados com Antônio Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”. Parte das investigações se concentra em determinar se ele atuou como sócio oculto desse indivíduo.

Em uma conversa registrada, o nome de Lulinha foi mencionado por Antunes ao dialogar com a empresária Roberta Luchsinger. Essa referência acendeu um alerta para a Polícia Federal, levando à solicitação de quebra de sigilo bancário e fiscal.

Confusões na CPMI

A sessão da CPMI marcada pela quebra de sigilo foi conturbada. Acelerada por polêmicas e acusações, a reunião levou a um clamor por maior clareza na condução dos votos, com governistas alegando irregularidades em relação ao presidente da comissão, Carlos Viana.

O relator, Alfredo Gaspar, justificou o pedido ao ressaltar mensagens interceptadas que indicavam pagamentos ilícitos supostamente associados a Lulinha. Esses pagamentos, segundo as investigações, estariam conectados a transações financeiras que envolviam a quantia de R$ 300 mil.

Quebra de sigilo autorizada

O ministro André Mendonça deu o sinal verde para a PF obter informações sigilosas relacionadas a Fábio. Esse movimento se fundamenta na suspeita de que ele teria recebido mesadas por meio de um intermediário ligado a Antônio Camilo Antunes.

Nesta fase, a defesa de Lulinha argumenta que a quebra de sigilo é desnecessária e que ele está disposto a colaborar com as investigações. Afirmam que ele não teve participação em atos fraudulentos e reiteram a confiança na clareza do processo investigativo.