Polícia

Tenente-coronel comenta sobre a morte de PM em situação crítica

Tenente-coronel comenta sobre a morte de PM em situação crítica

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto negou qualquer envolvimento na morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, no último dia 18 de fevereiro. Ela foi encontrada sem vida em seu apartamento no Brás, região central de São Paulo.

Segundo o oficial, o casal se conheceu em 2021, iniciou o relacionamento em 2023 e oficializou o casamento em 2024. Geraldo afirma que assumia integralmente as despesas da casa, incluindo aluguel, condomínio e contas mensais, além de contribuir com os custos da filha de 7 anos de Gisele, a quem diz tratar como própria.

Em mensagens, ele chegou a se definir como um “macho alfa provedor”, exigindo submissão dentro da relação.

Discussões e Tensão no Relacionamento

Geraldo relata que o relacionamento entrou em crise em 2025, após sua transferência para o 49º BPM/M (Batalhão de Polícia Militar Metropolitano). Ele afirma que, ao adotar medidas rígidas na unidade, passou a ser alvo de denúncias anônimas e ataques de subordinados, que teriam criado perfis falsos para acusá-lo de traições.

Ainda segundo sua versão, imagens que supostamente comprovariam infidelidade teriam sido manipuladas com uso de inteligência artificial. As suspeitas teriam gerado ciúmes em Gisele e levado o casal a dormir em quartos separados por cerca de oito meses.

O Dia da Tragédia

Na manhã do crime, o oficial afirma que acordou por volta das 7h10 e, após orar, decidiu formalizar a separação. Ao comunicar a decisão, Gisele teria se exaltado, empurrado ele para fora do quarto e batido a porta. Geraldo diz que foi ao banheiro do corredor e, cerca de um minuto depois, ouviu um barulho forte. Ao sair, afirma ter encontrado a esposa caída na sala, com uma arma na mão e uma poça de sangue.

As investigações levantaram dúvidas sobre a sua narrativa. A acusação aponta que, durante uma discussão, o tenente-coronel teria imobilizado Gisele antes de disparar. Relatos de testemunhas indicam que houve demora no acionamento do socorro, o que gerou mais suspeitas sobre o seu comportamento.

Defesa e Acusações

Em uma entrevista ao programa Balanço Geral, o tenente-coronel afirmou que a esposa “surtou” e que estaria sendo vítima de um “linchamento virtual”. Ele também acusou a família da vítima de construir uma narrativa falsa sobre o caso, afirmando: “Em hipótese alguma matei a minha esposa”.

O Ministério Público elaborou um laudo que descreve as circunstâncias do crime, sugerindo que ele teria usado força física antes de disparar. Apesar das justificativas apresentadas, as evidências contrárias colocam em xeque sua versão.

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