São Paulo

Jornalista Selma Rita Severo Lins morre aos 73 anos em SP

Jornalista Selma Rita Severo Lins morre aos 73 anos em SP

Selma Rita Severo Lins foi uma jornalista marcante, cuja presença e conhecimento deixaram um legado indelével no jornalismo brasileiro. Desde os primeiros olhares até a finalização de uma reportagem, sua capacidade de identificar a relevância de um fato era admirável. Sempre objetiva e direta, ela não apenas reportava a notícia, mas também capacitava e inspirava aqueles ao seu redor com sua vasta experiência.

Um Olhar Aguçado no Jornalismo

As perguntas que Selma frequentemente fazia — “Tem a imagem? Como vamos contar isso? O que é o mais importante?” — eram um reflexo de seu rigor e dedicação. Com uma carreira que inclui passagens pela TV Globo, SBT e Record, ela deixou uma marca profunda na profissão, formando uma nova geração de jornalistas.

Contribuições e Legado

No comando como editora-chefe de Boris Casoy e coordenadora do “Jornal Nacional” em São Paulo, Selma moldou a narrativa jornalística do país durante mais de 15 anos. Entre suas contribuições, destaca-se o papel de “madrinha” de William Bonner, ajudando-o a se tornar um dos âncoras mais respeitados do Brasil. Com seu comprometimento, Selma fez história, não apenas como uma profissional, mas como uma verdadeira mentor.

Uma Luta Inspiradora

Selma faleceu no sábado (18), após uma longa batalha contra o câncer, que durou mais de 20 anos. Mesmo diante de sua luta, sua força e resistência eram contagiantes, refletindo-se em sua paixão pela defesa do jornalismo de qualidade. Ela deixa seu marido e um filho, além de uma legião de jornalistas que tiveram a honra de ser formados por ela.

A tristeza que permeia o jornalismo hoje é imensa, mas o legado de Selma permanece, tornando a profissão ainda mais rica e inspiradora.