Política

Mesmo após negociação, greve de alunos e funcionários na USP persiste

A greve na USP vem mobilizando estudantes e funcionários desde o dia 14 de abril. Com a paralisação, os alunos e servidores reivindicam melhorias nas condições de permanência, além de ajustes no restaurante estudantil e melhores condições de trabalho para os funcionários. Uma nova reunião está marcada para esta quinta-feira (23), onde se espera discutir os rumos da paralisação.

Exigências da Greve na USP

De acordo com a CNN Brasil, a Reitoria da USP está em processo de remodelação para atender melhor seus servidores técnicos e administrativos, buscando uma valorização igualitária. Em sua comunicação, ressaltou que já estão sendo adotadas medidas concretas para melhorar as condições de trabalho e remuneração. O plano de valorização, elaborado por servidores, está atualmente em análise.

Iniciativas da Reitoria

Entre as ações mencionadas pela Reitoria, destacam-se o reajuste do vale-refeição, que agora é de R$ 65 por dia, e o aumento do vale-alimentação para R$ 2.050. Também foi anunciado um novo programa chamado Renova USP, que visa capacitar servidores com restrições de saúde. Outra medida é a implementação de um sistema de mobilidade interna, buscando uma alocação mais eficiente dos servidores.

Movimentação do Sintusp e Estudantes

O Sintusp, sindicato dos trabalhadores da universidade, entregou uma contraproposta e está organizando uma nova assembleia. Um grande ato, que conta com a presença de estudantes, está previsto para hoje (23) a partir das 16h, com uma passeata até a Faria Lima. Apesar dos diálogos, o sindicato indicou que não houve muitos avanços nas propostas da Reitoria, especialmente nas questões que envolvem os estudantes.

A situação permanece tensa e a expectativa é que as negociações levem a um entendimento que possa beneficiar todas as partes envolvidas na greve na USP.