A reta final de preparação para a Copa do Mundo de 2026 ganha força com uma série de amistosos internacionais realizada nos Estados Unidos, reunindo algumas das principais seleções do planeta em grandes arenas do país. A iniciativa é do “Road to 26”, uma série de partidas internacionais co-promovida pela Florida Citrus Sports (FCS) e pela Unified Events, criada para apresentar as principais seleções nacionais do mundo a grandes estádios dos EUA.
Após os confrontos realizados em março, com vitória da Seleção Brasileira sobre a Croácia e derrota para a França, a programação segue em junho com novos duelos de destaque. Entre eles está o amistoso entre Brasil e Egito, marcado para o dia 6 de junho, em Cleveland.
A agenda também contará com duas partidas da atual campeã mundial, a Argentina, que enfrentará Honduras e Islândia. A presença de Lionel Messi amplia o interesse do público internacional e fortalece a audiência especialmente entre os torcedores sul-americanos. Outros confrontos envolvem Marrocos e Escócia, seleções que estarão no caminho do Brasil na fase de grupos da próxima Copa do Mundo.
Experiência na organização de eventos internacionais
A coordenação do projeto reúne profissionais com ampla trajetória no futebol internacional. Entre eles está o brasileiro Ricardo Villar, ex-jogador com passagens pelas categorias de base do São Paulo e experiência no futebol europeu e norte-americano. Villar também participou da criação de um dos principais torneios de pré-temporada realizados nos Estados Unidos, iniciativa que ajudou a consolidar o país como destino estratégico para clubes e seleções em preparação para grandes competições.
Ao longo da última década, o modelo evoluiu e passou a receber equipes de elite do futebol mundial, reunindo clubes sul-americanos e potências europeias em eventos que combinam esporte, entretenimento e geração de negócios.
O papel dos EUA no futebol global
Os amistosos reforçam o protagonismo dos Estados Unidos como sede de grandes competições internacionais. Após receber a Copa América de 2024 e a Copa do Mundo de Clubes de 2025, o país amplia sua preparação para o principal torneio do futebol mundial em 2026. Além do aspecto esportivo, os eventos funcionam como uma vitrine para testar operações, experiências para torcedores e modelos de ativação comercial que deverão ser ampliados durante o Mundial.
Números comprovam o alcance das partidas amistosas
Os amistosos realizados em março registraram lotação máxima e atraíram mais de 217 mil torcedores aos estádios em Boston, Orlando e Washington. O maior público foi registrado no duelo entre Brasil e França, em Boston, que reuniu 66.713 espectadores. A audiência televisiva também apresentou resultados expressivos. Somadas, as partidas alcançaram mais de 50 milhões de telespectadores em mercados como Brasil, França e Colômbia. Apenas no Brasil, os jogos registraram uma audiência combinada de 32,3 milhões de pessoas.
No ambiente digital, o desempenho foi ainda mais robusto. Os conteúdos relacionados aos amistosos ultrapassaram 420 milhões de visualizações nas plataformas oficiais, gerando mais de 25,5 milhões de interações nas redes sociais. O impacto econômico também chamou atenção. Em Orlando, que recebeu duas partidas da série, a movimentação gerada pelos eventos foi estimada em cerca de US$ 50 milhões, reforçando o potencial do futebol internacional como ferramenta de atração turística e geração de negócios.
Com a programação de junho, a expectativa é ampliar ainda mais o alcance do projeto e manter o aquecimento para a Copa do Mundo de 2026, buscando consolidar os Estados Unidos como um dos principais centros do futebol global nos próximos anos.