Polícia

Polícia prende “Zóio”, líder de extorsão no Aeroporto de SP

Polícia prende “Zóio”, líder de extorsão no Aeroporto de SP

Um homem, de 40 anos, conhecido como “Zóio”, foi preso nesta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ele é apontado como líder de uma associação criminosa responsável por extorquir passageiros.

A prisão ocorreu durante a Operação Rapere 2, desdobramento da investigação iniciada na semana passada contra o grupo conhecido como “arrastadores”.

Segundo a Polícia Civil, ele foi localizado no próprio aeroporto enquanto aguardava novas vítimas. Além do mandado de prisão temporária, também são cumpridos outros quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado e a outros envolvidos.

De acordo com Luiz Romano, delegado titular da Delegacia Seccional de Guarulhos, as investigações seguem para que outros integrantes da quadrilha sejam identificados.

Além disso, são apuradas a participação dos investigados em crimes de extorsão, estelionato e associação criminosa.

As apurações conduzidas pela delegacia apontaram que, mesmo após a primeira fase da operação, o homem voltou a atuar no terminal aeroportuário, desafiando as medidas adotadas pelas autoridades.

Veja o momento da prisão:

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que novas imagens e elementos reunidos durante as diligências embasaram o pedido de prisão e das buscas, deferido pela Justiça.

Entenda o esquema de extorsão

A Operação Rapere teve início após a análise de cerca de 30 boletins de ocorrência registrados por passageiros vítimas do grupo.

Relembre: Operação mira extorsão de passageiros no Aeroporto de Guarulhos

Os criminosos abordavam viajantes nas áreas de desembarque e ofereciam falsas corridas de aplicativo ou táxi, realizando cobranças muito acima dos valores praticados pelo mercado, tudo isso sob intimidação, segundo a Polícia Civil.

Imagens que a CNN Brasil teve acesso registram a ação, onde um rapaz que filma se dirige a Zóio dizendo: “você é clandestino”. O dono da gravação ainda chega a dizer que o suspeito cobra de quatro a dez vezes mais do que os serviços comuns. Veja:

A primeira fase da ação resultou na identificação da associação criminosa e na prisão de três suspeitos.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo