Política

Flip 2026: programação imperdível da Festa Literária de Paraty

Flip 2026: programação imperdível da Festa Literária de Paraty

A Flip 2026 (Festa Literária Internacional de Paraty) começa nesta quarta-feira (22) e se estende até domingo (26). Esta é a 24.ª edição do evento, que vai reunir diversos nomes importantes da literatura mundial e nacional, como as escritoras Zadie Smith e Eva Baltasar, a ministra do STF Carmén Lúcia e o médico Drauzio Varela.

Este ano, a autora homenageada na Flip é Orides Fontela (1940-1998), conhecida por suas inspirações filosóficas. Ao longo do evento, o público encontrará 21 mesas literárias; na sexta (23) e no sábado (24), a última mesa ocorrerá às 19h, enquanto no domingo haverá mesas às 10h, 12h e 15h30.

Além disso, haverá um circuito paralelo à programação principal, onde outros escritores participarão junto a instituições parceiras. A ativista Angela Davis, por exemplo, integrará as atividades da Casa Sesc no sábado (25).

Grande parte dos autores internacionais que participarão do Flip não residem mais em seus países de origem. Segundo a organização do evento à imprensa, a motivação se refere ao momento político contemporâneo, mas também ao universo de instabilidade da palavra, que é característico da poesia. Entre os escritores que se mudaram, estão: o argelino Kamel Daoud, a mauriciana Nathacha Appanah, a congolesa Ève Guerra, que vivem na França, e o guatemalteco Eduardo Halfon, residente em Berlim.

Os ingressos para o evento já estão parcialmente esgotados, restando apenas mesas para o domingo (26). No primeiro lote, os tickets custam R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia entrada). No segundo lote, os preços sobem para R$ 140 (inteira) e R$ 70 (meia entrada).

Programação da Flip 2026

Quarta-feira, 22/7

19h30

Mesa 1: “entra furtivamente a luz”, com Augusto Massi e Marília Garcia.

O crítico literário Augusto Massi, amigo e editor de Orides Fontela, divide a mesa com a poeta e ensaísta Marília Garcia. Massi discorrerá sobre a obra de Orides e Garcia fará leitura performática de um poema encomendado especialmente para a abertura da 24ª Flip.

Quinta-feira, 23/7

10h

Mesa 2: “saber de cor o silêncio”, com Edimilson de Almeida Pereira e José Tolentino de Mendonça.

Poetas de uma mesma geração, ambos detentores de grande erudição, o português José Tolentino Mendonça e o brasileiro Edimilson de Almeida Pereira, conversam sobre linguagem poética, enigma e identidade.

12h

Mesa 3: “não vim. não vi. não havia guerra alguma”, com Andrei Kurkov e Maria Reva.

Como narrar o que se viu e o que não se viu, mas que está acontecendo? Maria Reva e Andrei Kurkov conversam sobre seus livros que tratam da guerra da Ucrânia e o dilema ético que acompanha narrativas de conflitos.

15h

Mesa 4: “mas para que serve o pássaro? o pássaro não serve”, com Andréa del Fuego e Paulliny Tort.

Duas das mais inventivas ficcionistas brasileiras da atualidade se encontram para conversar sobre seus livros e a capacidade de fabulação.

17h

Mesa 5: “A infância volta devagarinho”, com Andrea Bajani e Maria Esther Maciel.

Um escritor italiano e uma brasileira discutem sobre seus romances que questionam o amor compulsório dos filhos por seus pais.

19h

Mesa 6: “falo do que impede o sono”, com Djaimilia Pereira de Almeida e Kamel Daoud.

Kamel Daoud e a escritora luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida conversam sobre a construção de seus romances e temas de esquecimento e luto.

21h

Mesa 7: “Do livro ao palco: Dalton, que tinha um cachorro”, com Denise Stoklos.

Espetáculo inspirado na obra de Dalton Trevisan, com direção de Alessandra Maestrini.

Sexta-feira, 24/7

10h

Mesa 8: “água parada água parada água parando”, com Cármen Stephan e Drauzio Varella.

Uma conversa sobre escrita, doenças tropicais e a vida. Cármen e Drauzio discutem suas experiências em escritos e na medicina.

12h

Mesa 9: “a severa arquitetura serenamente prende-nos”, com José Godoy e Solano Benítez.

Este encontro debate como se habita um espaço e de que forma isso pode estar a serviço da vida ou de políticas repressivas.

13h30

Mesa 10: “estado de sítio, estado de sido, estase”, com Cármen Lúcia.

A ministra do STF apresenta seu recém-lançado livro e fala sobre ataques à democracia brasileira.

15h

Mesa 11: “Como revelar-te se me revelas?”, com Flávia Péret e Julieta Correa.

Uma conversa entre duas autoras que refletem sobre a relação entre gerações femininas e o processo de adoecimento por demência.

17h

Mesa 12: “e perdura. Apesar”, com Bethânia Pires Amaro e Nathacha Appanah.

Duas escritoras conversam sobre protagonistas mulheres e as várias formas de violência em seus livros.

19h

Mesa 13: “o tecido: não sabemos qual a trama”, com Katie Kitamura e Marta Pérez-Carbonell.

Um diálogo sobre narradores pouco confiáveis e histórias que desestabilizam os leitores.

Sábado, 25/7

10h

Mesa 14: “a saída é a volta”, com Eduardo Halfon e Paloma Vidal.

Esta mesa discute deslocamentos e identidades entre um escritor guatemalteco e uma argentina que vivem em contextos diversos.

12h

Mesa 15: “se o delírio te eleva à potência do abismo”, com João Cezar de Castro Rocha e Paulo Schiller.

Encontro de ensaístas para debater o autoritarismo e a ascensão da extrema direita.

15h

Mesa 16: “o boi é só. o boi é só. o boi”, com Ana Paula Tavares.

A poeta angolana fala sobre sua produção poética e a relação com a história e a emancipação feminina.

17h

Mesa 17: “não mais sabemos do barco, mas há sempre um náufrago”, com Hisham Matar e Milton Hatoum.

Os escritores discutem histórias familiares determinadas por governos autoritários.

19h

Mesa 18: “e este chão não existe, e esta paz é vertigem”, com Zadie Smith.

Entrevista com a escritora britânica Zadie Smith sobre temas em sua obra, como colonialismo, imigração e racismo.

Domingo, 26/7

10h

Mesa 19: “a porta está aberta”, com Ernesto Mané e Ève Guerra.

Autores que refletem sobre a diáspora africana e os temas de identidade e pertencimento.

12h

Mesa 20: “nunca crer no que não canta”, com Leonardo Gandolfi e Mateus Baldi.

Encontro sobre a música e a poesia que habitam o espaço urbano.

15h30

Mesa 21: “o que faço desfaço, o que amo desamo”, com Eva Baltasar e Susy Freitas.

Duas autoras abordam a maternidade e exploram os estereótipos do feminino em suas narrativas.

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