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Corredor morto na SP City: falhas no socorro geram polêmica

Na manhã deste domingo (26), durante a 10ª edição da SP City Marathon, um triste episódio ocorreu: Júlio Barreto, um corredor de 50 anos, sofreu um acidente fatal logo após completar a meia-maratona. O médico Miguel Carvalho Santacreu, que prestou assistência a Júlio, destacou falhas significativas no socorro oferecido pela organização do evento.

Participando da prova ao lado de sua esposa e dois amigos, Júlio sofreu uma parada cardíaca logo após cruzar a linha de chegada. O primeiro atendimento foi realizado por médicos que também estavam competindo, mas a resposta da equipe de emergência do evento deixou a desejar. Em relatos, o médico destacou que a ambulância demorou entre 7 e 10 minutos para chegar e, quando isso ocorreu, não havia médicos a bordo, apenas paramédicos, e não havia um desfibrilador para o atendimento adequado.

Demora no Atendimento e Falhas na Estrutura

De acordo com Miguel, o desfibrilador chegou entre 16 e 17 minutos após a parada de Júlio. Apesar de os corredores médicos estarem realizando massagem cardíaca, o atendimento efetivo atrasou e contribuiu para a gravidade da situação. O maratonista Guilherme Marconato, que estava presente, compartilhou sua experiência em vídeo, descrevendo a cena como “chocante” e expressando frustração com a falta de agilidade e recursos da organização.

Enquanto médicos voluntários realizavam o primeiro auxílio, Guilherme e outros presentes tentaram buscar assistência da equipe de emergência, mas a anbuliência, conforme relato, não estava adequadamente equipada. Isso gerou um clima de desespero entre os presentes, que testemunharam os esforços para salvar a vida de Júlio.

Relatos de Amigos e Próximos de Júlio

Renata Haquihara, uma amiga que passou pela situação, relatou que Júlio parecia bem antes de se sentir mal. Após a corrida, ele comentou sobre o chão e caminhou até o local onde estavam as mulheres de seu grupo. Segundo Renata, Júlio começou a passar mal e, ao tentar se sentar, acabou caindo, momento em que a equipe médica iniciou imediatamente o atendimento.

Embora Renata e a esposa de Júlio não tenham percebido falhas na assistência, outras testemunhas levantaram sérias preocupações sobre a agilidade do atendimento. De acordo com Guilherme, o tempo que Júlio passou no chão, sem a assistência devida, contribuiu para um momento de grande tensão.

Quem Foi Júlio Barreto?

Júlio Barreto era um atleta amador com bastante experiência, tendo participado de várias maratonas e provas de corrida em trilha. Segundo seu treinador Rogério Orban, ele sempre se destacou por ser uma pessoa saudável e ativa, que não fumava e tinha uma alimentação balanceada. Camila Porto, amiga e nutricionista, enfatizou que Júlio era uma inspiração e que sua morte foi totalmente inesperada para todos que o conheciam.

Trabalhando como gerente de acesso ao mercado na Danone, Júlio tinha uma longa trajetória na indústria farmacêutica, sendo reconhecido por sua dedicação e profissionalismo. Sua sudden outburst durante a corrida chocou amigos e familiares, que ainda tentam entender o que ocorreu e processar a perda de um amigo tão querido.

A organização da SP City Marathon expressou suas condolências à família de Júlio, mas ainda não se manifestou sobre as falhas no atendimento que têm sido amplamente discutidas nas redes sociais.

Fica a reflexão sobre a importância de um atendimento emergencial eficaz em eventos esportivos e a necessidade de protocolos que garantam a segurança dos participantes. A tragédia de Júlio deve servir de alerta para que ações sejam tomadas, evitando que novas fatalidades ocorram em futuras competições.