A CNN Brasil apresentou a ferramenta interativa Magic Wall, utilizada para avaliar a força dos partidos e coligações em todo o Brasil, com base no desempenho eleitoral de 2022 e nas eleições municipais de 2024. A análise foi feita por analistas políticos durante o programa CNN Eleições.
No telão interativo, os especialistas mostraram dados sobre o desempenho do PL, do PT e do PSD nas eleições recentes. O PL conquistou dois governadores em 2022 — Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, e Jorginho Melo, em Santa Catarina —, mas disputou em 12 estados e não teve sucesso em muitos deles. Nas eleições municipais de 2024, o partido assegurou 518 prefeituras, com maior influência nas regiões Sul e Sudeste, enfrentando dificuldades no Nordeste.
O PT teve um desempenho notável ao eleger quatro governadores em 2022, todos na região Nordeste, e disputou outras nove eleições sem sucesso. Ao contabilizar os partidos da federação — PV e PCdoB — além de aliados como PSB, Rede e PDT, a coligação de esquerda conquistou mais de 750 prefeituras no Brasil nas eleições de 2024, superando o PL considerado isoladamente.
Fortalecimento do PSD nas eleições municipais
O PSD também se destacou nas eleições de 2024, tendo eleito dois governadores em 2022 — Ratinho Júnior no Paraná e Fábio Mitidieri em Sergipe. O partido se tornou o que mais elegeu prefeitos no Paraná, na Bahia, em Minas Gerais e São Paulo. Segundo Pedro Venceslau, “o PSD herdou o espólio do PSDB, que governou por 28 anos”.
Gilberto Kassab, na presidência do PSD, exerce uma forte influência sobre os prefeitos eleitos, o que o torna uma figura-chave na articulação política para as eleições de 2026. A estratégia em desenvolvimento se concentra em direcionar o voto nas cidades do interior paulista, particularmente nas ligadas ao agronegócio, em favor de Ronaldo Caiado, com Kassab almejando ser o candidato a vice.
Desafios no Nordeste para Flávio Bolsonaro
Segundo a analista Jussara Soares, o principal desafio de Flávio Bolsonaro (PL) é superara performance de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na região Nordeste, onde o lulismo e o petismo continuam a ter forte influência. “Vencer o lulismo e o petismo no Nordeste é complicado. Isso também se aplica ao presidente Lula na região Sul”, enfatizou.
Isabel Mega destacou a situação peculiar de Pernambuco, onde Raquel Lira, do PSD, dificilmente vai promover uma campanha aberta para Ronaldo Caiado, mesmo sendo do mesmo partido. A campanha de Raquel parece preferir que Lula não visite o estado no primeiro turno, em contraste com aliados de João Campos, que ainda consideram a vinda do presidente ao estado.
Adicionalmente, a analista Julliana Lopes observou que o palanque é crucial para organizar campanhas e conferir visibilidade aos candidatos, porém não garante uma transferência direta de votos. Ela citou o exemplo de Romeu Zema, que venceu em Minas Gerais em 2022, apesar de os dois principais candidatos à presidência terem palanques no estado.