O fenômeno El Niño deve causar uma mudança significativa no clima brasileiro em setembro de 2026. Este mês, que tradicionalmente marca a transição do período seco do inverno para o período úmido da primavera, está previsto para ser influenciado por esse fenômeno climático que tem potencial de provocar chuvas intensas. É esperado que pancadas de chuva já comecem nos primeiros dez dias de setembro.
As análises meteorológicas apontam que o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, especialmente nas porções central e leste, pode alcançar níveis extremos. Esse fenômeno pode se tornar o evento mais intenso desde 1950, com pico previsto para ocorrer entre a primavera e o verão de 2026/2027.
A dinâmica climática promete trazer chuvas a regiões que frequentemente enfrentam estiagem nesta época. Para a Climatempo, a transição de estações acontece no dia 22 de setembro, às 21h05 do horário de Brasília, na data do equinócio da primavera.
O que esperar das chuvas em setembro?
Diferente do cenário de seca severa observado em setembro de 2025, setembro de 2026 deve ser marcado por frequentes pancadas de chuva. As áreas que costumam ser secas devem ser beneficiadas, englobando o interior do Sudeste, o Centro-Oeste, o Tocantins, bem como partes do sul do Pará e do oeste da Bahia.
No panorama geral do mês, a previsão é de volumes de chuva acima da média em toda a região Sudeste, quase toda a região Sul, principalmente no Paraná, além do centro-oeste do Brasil, incluindo sul e centro-oeste da Bahia, sul do Maranhão, Piauí, Tocantins e sudeste do Pará.
Por outro lado, o centro-sul do Rio Grande do Sul está previsto para ter chuvas abaixo da média. Isso poderá trazer um alívio momentâneo após as intensas precipitações de julho e agosto. A falta de chuva deve também estar presente em Roraima, grande parte do Amazonas, norte e centro-oeste do Pará, e no norte de Rondônia.
Calor intenso e condições de frio com geada
A gangorra térmica proveniente do El Niño, combinada com o aquecimento das águas do Oceano Atlântico Sul, que favorece a formação de frentes frias e áreas de baixa pressão, deve dividir as temperaturas no Brasil em setembro.
O calor extremo deve ser uma constante no centro-norte do país, onde é esperado que as temperaturas frequentemente ultrapassem os 40ºC. Os estados do Norte, Nordeste, a maior parte do Centro-Oeste, Espírito Santo e regiões de Minas Gerais devem sentir esse fenômeno de forma evidente.
Em contrapartida, a chuva frequente e a nebulosidade em excesso podem deixar partes do Sul e áreas do Sudeste e Centro-Oeste menos quentes do que o habitual para a época. Os estados como São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais, e centro-leste e sul de Mato Grosso do Sul devem ter temperaturas próximas ou abaixo da média histórica, resultando em um setembro menos quente do que o vivido em 2025.
Além disso, logo no primeiro final de semana do mês, uma massa de ar frio deve avançar pela região Sul, provocando queda acentuada nas temperaturas e risco de geada nos três estados da região, indicando uma variabilidade climática importante e impactante para o setembro de 2026.
