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Contrato milionário do São Paulo e a guerra interna revelada

Contrato milionário do São Paulo e a guerra interna revelada

O São Paulo Futebol Clube está passando por um momento crucial com a recente decisão de seu presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, que determinou a formação de uma Comissão de Análise de Contrato. Este desdobramento se deve a um acordo com a Ticketmaster, uma empresa que foi selecionada para gerenciar os ingressos do Morumbi, o estádio do clube. A criação dessa comissão visa criar um espaço para discutir as alegações relativas à concorrência entre Ticketmaster e outra empresa, a NewC.

A diretoria do São Paulo vê este contrato como uma oportunidade vital para gerar receita imediata, o que é essencial para a regularização de dívidas com o elenco. A proposta inicial envolve uma antecipação de R$ 140 milhões, a ser paga pelo prazo de cinco anos, com correção monetária. Essa injeção de recursos é esperada para sanar pendências financeiras e garantir a continuidade das atividades do clube.

Processo de Análise do Contrato

O contrato entre o São Paulo e a Ticketmaster precisa ser aprovado pelo Conselho de Administração antes de seguir para o Conselho Deliberativo. Em um áudio vazado, Harry Massis expressou sua urgência em fazer com que a votação do contrato ocorra brevemente, enfatizando que atrasos na votação podem afetar diretamente a capacidade do clube de honrar compromissos financeiros com os jogadores.

Por outro lado, a NewC, concorrente da Ticketmaster, enviou questionamentos à presidência do Conselho solicitando esclarecimentos sobre o processo de seleção. Esses questionamentos, que chegaram à presidência no dia 27 de agosto, motivaram a instalação da comissão, que terá a tarefa de investigar essas dúvidas e reclamações. A NewC alega que houve desinformação e desvalorização de critérios na seleção que favoreceram a Ticketmaster.

A Proposta da Ticketmaster

O acordo com a Ticketmaster inclui um valor inicial de R$ 110 milhões, a ser disponibilizado ao clube em um prazo de 45 dias após a assinatura. Este valor será pago ao clube em forma de empréstimo, mantendo uma taxa de juros vinculada à CDI, mais uma taxa de 1,99%. Além disso, a Ticketmaster propõe a gestão do camarote 29A do estádio durante cinco anos. Esses recursos imediatos são considerados fundamentais para que o clube honre com suas dívidas, que continuam a ser uma preocupação constante.

Em relatório, a diretoria do São Paulo confirmou que a combinação dos R$ 30 milhões, além dos R$ 110 milhões, é essencial para quitar os compromissos com o elenco, que se acumularam ao longo dos últimos meses. A promessa de zerar estas dívidas até o final de setembro foi um compromisso que a diretoria assumiu publicamente.

Desafios de Quitação de Dívidas

A situação financeira do São Paulo é delicada. O clube já havia prometido que as dívidas com os atletas seriam quitadas até o início de agosto, um prazo que não foi cumprido. Na mais recente interação com os jogadores, os dirigentes reiteraram a intenção de regularizar os pagamentos, mas a falta de uma aprovação rápida do contrato com a Ticketmaster pode comprometer essa promessa.

Na reunião de julho, o diretor financeiro Sergio Pimenta havia garantido aos jogadores que tudo seria resolvido em um mês, mas a necessidade de aprovação do contrato com a nova gestora de ingressos voltou a ser um fator limitante para o cumprimento dos compromissos assumidos.

Por outro lado, a diretoria do clube considera que a proposta apresentada pela NewC nunca foi formalizada. A equipe de gestão do São Paulo defende que a proposta vencedora da Ticketmaster apresenta não apenas as melhores condições financeiras, mas também possibilidades concretas de aumento na arrecadação de bilhetes e na captação de novos sócios-torcedores.

A relação entre essas duas empresas e as respectivas propostas deixaram a diretoria numa posição defensiva, enquanto enfrentam questionamentos ativos durante o processo. O embroglio em torno das negociações deixa claro que haverá um maior escrutínio sobre as decisões tomadas por parte da presidência e pelos membros do conselho.