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Advogada acusa ex-parceiro PM de tentativa de estupro e justiça urgente

Advogada acusa ex-parceiro PM de tentativa de estupro e justiça urgente

Uma advogada denunciante revela uma história alarmante de agressões e abuso cometidos por seu ex-companheiro, um capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, em um relacionamento que durou quase uma década. Desde o início do relacionamento, marcado por violência física e psicológica, as consequências alcançaram seu filho pequeno.

A mulher, moradora de São Caetano do Sul, decidiu falar com a CNN Brasil sobre suas experiências de violência doméstica, que incluem agressões verbais e físicas, além de eventos extremos que impactaram sua saúde mental e emocional. O ponto culminante dessas agressões foi uma tentativa de estupro ocorrida em 28 de julho de 2024.

A defesa do PM Rafael nega as acusações, alegando que a mulher tem a intenção de “criminalizar os desgastes” de um divórcio complicado. Essa declaração, no entanto, não apaga os anos de sofrimento e abuso enfrentados pela mulher.

Uma Década de Violência

O relacionamento entre a advogada e o capitão Rafael começou em setembro de 2014 e, apesar de uma separação temporária, eles se reataram em 2022 e se separaram definitivamente em fevereiro de 2023. Nesse período, a advogada relata ter enfrentado perdas gestacionais e um quadro de saúde mental devastador, resultando em depressão grave e crises de ansiedade.

A mulher conta que os abusos se intensificaram após o nascimento do filho, quando as humilhações e agressões verbais começaram a surgir. Segundo suas palavras, “ele me chamava de burra e insinuava que eu estava tendo relações para conseguir clientes”. Essa realidade se tornava ainda mais cruel com relatos de agressões que se estendiam ao filho pequeno.

A Tentativa de Estupro

O episódio mais chocante ocorreu em um dia fatídico de julho de 2024, quando a advogada afirma que o capitão se apresentou em seu prédio embriagado e agrediu-a fisicamente. Ela relata que tentou se desvencilhar das investidas dele, mas acabou enfrentando violência extrema e coerção para que a situação não ficasse exposta ao filho.

Um áudio da conversa entre eles, dois dias após o incidente, revela o capitão admitindo que suas ações foram impulsivas e inaceitáveis. “Eu to me sentindo humilhado pelo desrespeito que eu te causei”, admite Rafael, revelando o peso emocional que essa situação trouxe a ambos.

Buscando Justiça

Após a tentativa de estupro, a advogada procurou inicialmente não acionar a polícia com medo de prejudicar o relacionamento do pai com o filho. Porém, pressionada pelas circunstâncias, ela registrou um boletim de ocorrência, que levou à abertura de um inquérito policial.

A investigadora enfatiza que apesar das dificuldades enfrentadas na busca de evidências, a luta da advogada por justiça continua. “Meu filho precisa de um futuro seguro, longe desta violência,” afirma a mulher, que busca reconstruir sua vida após esses traumas.

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