No dia 18 de fevereiro, a morte da PM Gisele Alves Santana gerou uma série de investigações. O caso envolve um tenente-coronel da Polícia Militar, Geraldo Leite Rosa Neto, que revelou detalhes financeiros sobre a relação com Gisele, incluindo os gastos que tinha com ela e com a filha de 7 anos. Durante uma conversa com policiais, Geraldo mencionou que pagava a escola da menina, além de um significativo valor para as despesas do lar.
O tenente-coronel afirmou que o custo mensal do aluguel era de R$3.600, e o condomínio somava R$1.400, além de contas de água, luz e internet que totalizavam aproximadamente R$1.000. Ele também ressaltou que frequentemente entregava entre R$1.500 e R$2.000 a Gisele para apoiá-la financeiramente.
Conflitos e Convívios na Relação
A relação entre Geraldo e Gisele não se mostrava saudável. A comunicação entre o casal, apresentada em mensagens, indicava um padrão de controle, com exigências de submissão. Gisele expressou intenção de terminar a relação dias antes de sua morte, relatarindo a seus pais que estava insegura e temia os constantes conflitos em casa.
Na manhã do incidente, após uma discussão acalorada, o tenente-coronel declarou ter ouvido um disparo enquanto tomava banho, encontrando Gisele caída com um tiro na cabeça. No entanto, testemunhos indicam que o pedido de socorro só foi realizado cerca de 30 minutos após o disparo, gerando suspeitas sobre a versão apresentada.
Investigações e Suspeitas
O Ministério Público iniciou investigações e a hipótese de suicídio foi rapidamente contestada. Detalhes como a posição da arma na mão da vítima e a descoberta de agressões em seu corpo levantaram dúvidas sobre a narrativa oficial de Geraldo. A análise do local também revelou indícios de manipulação da cena do crime, como a demora em chamar a assistência médica e a interferência de outros policiais no local.
Consequências e Julgamento
Com novas evidências, o tribunal rejeitou a versão de suicídio e denunciou Geraldo por feminicídio qualificado e fraude processual. Ele foi preso e agora aguarda julgamento no Presídio Militar Romão Gomes. A complexidade do caso reflete não apenas a tragédia pessoal de Gisele, mas também as questões sistêmicas relacionadas à violência de gênero.
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Veja a cronologia do caso
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Geraldo e Gisele estavam juntos há cerca de 4 anos • Reprodução/Redes Sociais
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Coversas mostram mensagens como “macho alfa” e “fêmea beta” • Reprodução
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Prints revelam “regras de comportamento” que Geraldo exigia de Gisele • Reprodução
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Mensagens apontam que Gisele teria se queixado de que Geraldo a “tratava de qualquer jeito” • Reprodução
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Mensagens foram trocadas no dia 13 de fevereiro • Reprodução
Veja imagens da simulação do caso
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De acordo com o Ministério Público, o crime ocorreu na manhã de 18 de fevereiro, por volta das 7h28 • Reprodução
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A acusação aponta que, durante uma discussão, o tenente-coronel teria segurado a vítima pela cabeça • Reprodução
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Após isso, Geraldo Neto atirou contra o lado direito do crânio da PM Gisele Alves Santana, segundo o MP • Reprodução
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Imagens mostram as marcas das agressões sofridas por Gisele no dia da morte • Reprodução
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O Ministério Público também sustenta que houve demora no acionamento do socorro. Conforme a acusação, o policial só teria chamado ajuda cerca de meia hora após o disparo, período em que teria alterado o local dos fatos • Reprodução
