A segunda semana de agosto deve ser marcada por uma forte agitação marítima que atinge grande parte da costa brasileira. O fenômeno é impulsionado pela passagem de dois ciclones extratropicais pelo Atlântico Sul, combinada à influência de uma forte massa de ar polar sobre a Argentina.
A configuração meteorológica tem gerado grandes ondas em alto-mar que avançam em direção ao litoral, o que traz riscos significativos de ressaca para as regiões Sul e Sudeste. A agitação do mar também deve ser percebida pela costa leste do Nordeste.
Aumento da Agitação Marítima
O mar começou a ficar agitado na sexta-feira (7), na costa do Rio Grande do Sul. No estado e em Santa Catarina, o risco de ressaca permanece até a madrugada de terça-feira (11), com ondas que podem chegar a 2,5 metros.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, o alerta de ressaca é válido até a noite de quarta-feira (12). Os especialistas indicam ondas de até 2,5 metros, com picos de até 3,0 metros não descartados.
No Paraná e em Espírito Santo, o mar também deve apresentar agitação e elevação das ondas, mas até o momento, não há expectativa de ressaca para essas áreas.
Agitação Marítima no Nordeste
A partir de segunda-feira (10), a agitação marítima começa a ser percebida na costa leste do Nordeste. No litoral da Bahia, o aumento das ondas é esperado entre a noite de segunda e a madrugada de terça.
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Ao longo da semana, o fenômeno, deve se estender para Sergipe e as demais áreas da costa nordestina.
Previsão e Recomendações para Navegação
Devido às condições severas, os riscos para a navegação aumentam consideravelmente. Autoridades e especialistas recomendam atenção redobrada.
O recado não é apenas para as ondas nas praias, mas também para a ventania e as ondas ainda maiores registradas em alto-mar. As completações de rotina devem ser realizadas com cautela. Além disso, embarcações menores devem evitar sair ao mar até que as condições se normalizem.
Vale ressaltar que a população deve estar ciente da meteorologia local e seguir as orientações emitidas pelas autoridades competentes.
Os efeitos da agitação devem ser observados não só nos pontos de lazer à beira-mar, mas também em atividades pesqueiras, onde a segurança dos pescadores deve ser sempre a prioridade.
As marinas e portos devem estar em estado de alerta, garantindo que as embarcações estejam devidamente amarradas e protegidas das ondas e ventanias que se aproximam. Considerações especiais devem ser feitas para manutenção das estruturas recreativas e comerciais que se encontram expostas à intempérie.

