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Apenas 30% dos hipertensos seguem o tratamento: conheça a solução.

Apenas 30% dos hipertensos seguem o tratamento: conheça a solução.

Adesão ao tratamento de hipertensão é fundamental para o controle da saúde cardiovascular. Apenas 30% dos pacientes hipertensos diagnosticados e medicados no Brasil seguem o tratamento de forma contínua. O dado foi destacado no programa CNN Sinais Vitais, onde Cristine Cukiert, neurologista, e Ronaldo Rosa, cardiologista e diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, alertaram sobre os riscos de interromper medicamentos ao perceber melhora nos exames ou ausência de sintomas.

Em conversa com o Dr. Roberto Kalil, Ronaldo Rosa explicou que a hipertensão, na maioria dos casos, não apresenta sintomas visíveis, o que leva muitos pacientes a acreditarem que podem suspender o uso dos medicamentos após a normalização da pressão arterial. “A hipertensão é uma doença que na maioria das vezes não apresenta sintomas. O paciente começa a tomar medicamento, entende que normalizou a pressão e acha que pode parar”, afirmou.

O impacto da suspensão do tratamento

Suspender o tratamento sem orientação médica pode resultar em sérias consequências para a saúde. A interrupção dos medicamentos não só aumenta o risco de complicações como infartos e derrames, mas também pode criar um ciclo vicioso onde o paciente volta a apresentar níveis altos de pressão arterial. Por isso, é essencial que os pacientes entendam que o tratamento deve ser contínuo, mesmo na ausência de sintomas. \n \nO especialista alerta que essa falta de adesão é comum em outras condições de saúde, como pressão alta e diabetes, onde muitos pacientes abandonam o tratamento assim que seus níveis ficam normais. A percepção errada de que estão curados também afeta o monitoramento contínuo das condições de saúde, que precisam ser controladas para evitar complicações futuras.

Tratamento de colesterol e diabetes também requer atenção

O mesmo comportamento equivocado se observa em relação ao colesterol e ao diabetes. Segundo Rosa, pacientes que atingem os níveis-alvo dessas condições frequentemente abandonam o tratamento, sem perceber que os fatores de risco continuam agindo silenciosamente no organismo. “Mesmo sem o paciente sentir nada, aqueles fatores lentamente vão estragando a sua vasculatura e aumentando o risco cardiovascular“, destacou.

Rosa reforçou que o objetivo do tratamento é manter essas condições controladas de forma contínua, e isso vale para hipertensão, diabetes e colesterol. A descontinuação de medicações pode resultar em aumento do colesterol ruim, agravando a saúde cardiovascular e levando a doenças mais sérias.

Comportamento de risco: Interrupção por bebidas alcoólicas

Rosa também chamou atenção para um comportamento ainda mais preocupante: a interrupção dos medicamentos para consumir bebidas alcoólicas. “Tem uma situação em que o paciente diz que vai beber uma cerveja no final de semana e para de tomar o remédio para isso. Isso é pior”, alertou. Essa prática é extremamente arriscada, não só pelo consumo de álcool, mas porque compromete a eficácia do tratamento, levando a um controle inadequado da saúde.

Prevenção de doenças neurológicas

A neurologista Cristine Cukiert destacou que é possível reduzir o risco de desenvolver doenças neurológicas ao longo da vida por meio de hábitos saudáveis adotados desde jovem. “Você começa a prevenir a sua doença degenerativa dos 80 agora”, disse ela, ressaltando que jovens que praticam atividade física e mantêm uma alimentação equilibrada chegam à terceira idade com melhores condições cognitivas e cardiovasculares. A prevenção é uma chave para manter a saúde ao longo da vida.

Portanto, a adesão ao tratamento, a conscientização sobre os riscos de interrupção indevida dos medicamentos e a promoção de hábitos saudáveis são estratégias essenciais para garantir uma vida longa e saudável. É fundamental que pacientes tomem consciência da importância de seguir as orientações médicas e de permanecerem sob monitoramento para evitar agravamentos futuros em suas condições de saúde.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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