Ícone do site A Voz de São Paulo

Após dois dias de cirurgia, Cacique Raoni se recupera bem

Após dois dias de cirurgia, Cacique Raoni se recupera bem

O quadro clínico do Cacique Raoni Metyktire segue estável dois dias após ele passar por uma cirurgia, no último sábado (20), no Hospital São Paulo, na zona Sul da capital paulista. O líder indígena deu entrada na unidade hospitalar após apresentar um quadro de obstrução intestinal.

De acordo com o boletim médico, Raoni está sendo acompanhado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com evolução clínica estável, sem febre, com função renal normal e respirando sem aparelhos. Além disso, a alimentação do cacique é realizada por sonda enteral.

A cirurgia, segundo o hospital, foi realizada por técnica minimamente invasiva para manutenção do trânsito intestinal e correu sem complicações.

Raoni deu entrada no hospital às 16h de sexta-feira (19) após ser transferido de Mato Grosso, apresentando um quadro de obstrução intestinal, desidratação e pneumonia aspirativa.

Anteriormente, Raoni estava internado no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop.

A decisão de realizar a cirurgia foi tomada após avaliação criteriosa e alinhamento entre as equipes médicas responsáveis pelo caso, com o objetivo de assegurar a continuidade da assistência em uma unidade de referência para o acompanhamento cirúrgico.

Histórico de saúde

No dia 7 de maio, o líder indígena já havia sido internado no Hospital Dois Pinheiros, em Sinop (MT), devido a um quadro de hérnia crônica. Na ocasião, o Instituto Raoni informou que sua agenda estava suspensa. Dois dias depois, em 9 de maio, ele recebeu alta médica.

Em 12 de maio, o cacique voltou a apresentar indisposição clínica. Inicialmente, foi atendido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Peixoto de Azevedo e, em seguida, encaminhado ao Hospital Regional do município, onde recebeu atendimento médico. A pedido da família, foi transferido para o Hospital Dois Pinheiros dois dias depois.

Já em 14 de maio, o Cacique foi encaminhado diretamente para a UTI após apresentar problemas respiratórios.

Ele recebeu alta em 25 de maio, mas voltou a ser internado em 14 de junho. No dia 16 de junho ele foi submetido a uma endoscopia digestiva alta — um exame intensivo utilizado no diagnóstico de doenças gastrointestinais.

O quadro atual do cacique é um exemplo de como direcionar esforços de saúde pode ser fundamental para a preservação e atenção a líderes indígenas, cujo histórico de saúde merece atenção especial e cuidados adequados.

Acompanhando sua trajetória, é possível perceber que diversas complicações podem afetar a saúde do cacique, mas a forma como as equipes médicas atuaram em conjunto foi essencial para uma recuperação adequada.

Cabe ressaltar que, mesmo após a alta de suas internações anteriores, o cacique teve que reavaliar sua condição de saúde. Isso despertou a importância de um monitoramento contínuo de sua saúde em situações semelhantes.

Durante sua internação, a equipe médica utilizou técnicas modernas para lidar com diversificadas condições que Raoni enfrentou, destacando a relevância de instalações hospitalares equipadas para atender casos complexos.

A saúde de Cacique Raoni é um reflexo da necessidade de garantir assistência médica eficiente a populações vulneráveis e a importância de manter registros médicos que possam guiar intervenções futuras.

O foco na atenção a líderes como Raoni também ressalta os desafios enfrentados por comunidades indígenas em relação ao acesso a cuidados de saúde apropriados, considerando a diversidade dos traumas e doenças que podem acometê-los.

O cuidado com a saúde do cacique não é apenas uma responsabilidade médica, mas um compromisso social que deve ser abraçado pela sociedade, garantindo que líderes indígenas continuem a receber o suporte necessário para desempenhar seus papéis críticos em suas comunidades.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Sair da versão mobile