O Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, conforme o “Atlas da Violência 2026”, divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em parceria com o FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) nesta terça-feira (26). A questão da segurança no país é alarmante e levanta preocupações sobre a eficiência das políticas públicas e a necessidade de ações mais eficazes.
Em um estudo mais detalhado, observa-se que, 17 dos 20 municípios mais violentos estão localizados no Nordeste. Essa realidade exige uma atenção especial das autoridades locais e nacionais, visto que as maiores taxas de homicídios foram identificadas em estados como Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará. Em contrapartida, estados como São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais mostraram-se menos violentos, destacando a disparidade no cenário da segurança pública ao longo do território brasileiro.
94% dos brasileiros consideram suas cidades violentas, diz pesquisa. Essa percepção afeta direto bem-estar da população e a confiança na segurança pública.
Desvendando a Violência no Brasil
A situação da violência exige uma análise mais profunda para entender os fatores que culminam em altos índices de homicídios. Entre eles, encontramos questões socioeconômicas, falta de acesso à educação e oportunidades de trabalho, e a proliferação de armas. Além disso, a organização criminosa em algumas regiões do país tem contribuído para a escalada da violência.
As listas dos municípios mais e menos violentos, compiladas pela CNN Brasil, tornam evidente a gravidade da questão. A violência é uma realidade para muitos brasileiros, e os dados sobre homicídios revelam um cenário preocupante no que tange à segurança pública.
Lista dos 10 Municípios Mais Violentos
- Maranguape (CE) – taxa de homicídio estimado de 87,2 por 100 mil habitantes
- Jequié (BA) – taxa de homicídio estimado de 79,4 por 100 mil habitantes
- Maracanaú (CE) – taxa de homicídio estimado de 74,1 por 100 mil habitantes
- Itapipoca (CE) – taxa de homicídio estimado de 74 por 100 mil habitantes
- Caucaia (CE) – taxa de homicídio estimado de 72,9 por 100 mil habitantes
- Juazeiro (BA) – taxa de homicídio estimado de 71,1 por 100 mil habitantes
- Feira de Santana (BA) – taxa de homicídio estimado de 67 por 100 mil habitantes
- Porto Seguro (BA) – taxa de homicídio estimado de 64,6 por 100 mil habitantes
- Simões Filho (BA) – taxa de homicídio estimado de 64 por 100 mil habitantes
- Camaçari (BA) – taxa de homicídio estimado de 62,9 por 100 mil habitantes
A frequência alarmante de homicídios em algumas cidades é resultado de fatores complexos que vão além da criminalidade em si. Questões relacionadas à desigualdade social, educação e políticas de segurança parecem estar entre as raízes do problema.
Lista dos 10 Municípios Menos Violentos
- Jaraguá do Sul (SC) – taxa de homicídio de 2 por 100 mil habitantes
- Brusque (SC) – taxa de homicídio de 2,6 por 100 mil habitantes
- Santa Bárbara D’oeste (SP) – taxa de homicídio de 3,2 por 100 mil habitantes
- Lavras (MG) – taxa de homicídio de 3,6 por 100 mil habitantes
- Bragança Paulista (SP) – taxa de homicídio de 3,8 por 100 mil habitantes
- Itatiba (SP) – taxa de homicídio de 4 por 100 mil habitantes
- Birigui (SP) – taxa de homicídio de 4,1 por 100 mil habitantes
- Ituiutaba (MG) – taxa de homicídio de 4,7 por 100 mil habitantes
- Atibaia (SP) – taxa de homicídio de 4,8 por 100 mil habitantes
- Votuporanga (SP) – taxa de homicídio de 5 por 100 mil habitantes
Esses números não apenas ilustram a disparidade nas taxas de homicídio entre diferentes regiões do Brasil, mas também ressaltam a necessidade de estratégias globais e integradas para conter a violência. As áreas com taxas mais baixas indicam que existem práticas que podem ser adotadas em outras localidades.
Metade dos brasileiros não se sentem seguros onde moram. Isso reforça a urgência de abordar a questão da violência com a seriedade que ela merece. Tanto o governo quanto a sociedade civil devem unir forças para promover um ambiente mais seguro para todos os cidadãos.
Por fim, enquanto a luta contra a violência se arrasta, a esperança reside na possibilidade de transformação social e política. Com planejamento eficaz e vontade política, é possível criar um Brasil onde todos possam viver de forma digna e segura.

