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Bares de SP registram queda no movimento e mudam consumo após casos de intoxicação por metanol

Os bares de São Paulo enfrentam impacto direto após os recentes casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas. Estabelecimentos nas regiões do Itaim Bibi, Berrini e Pinheiros relatam redução de clientes, cancelamento de eventos e mudanças no perfil de consumo.

No Amarelinho das Batidas, por exemplo, o garçom Fábio afirmou que o movimento caiu para menos da metade do normal, com clientes optando por cerveja em vez de drinks: “Aqui mesmo era para estar cheio. Poucos drinques têm saída, os clientes estão preferindo cerveja”, disse. O reflexo se estende a adegas fora do centro, como no Campo Limpo.

No Carambolas e no Boteco São Bento, houve aumento de questionamentos sobre a procedência das bebidas e maior procura por chope e cerveja. Já no Tatu Bola, a venda de destilados foi suspensa temporariamente, mantendo apenas cerveja, e reservas foram canceladas.

Na Berrini, o gerente do Caires percebeu maior procura por cerveja, enquanto o Charme do Brooklin segue com rotina estável. Em Pinheiros, o Baixo Bar relatou pouca mudança no movimento, mas clientes trocam destilados por cerveja ou chope. No Piticos, a venda de destilados também foi suspensa temporariamente.

O Ministério da Saúde registrou 59 notificações de intoxicação por metanol, com 11 confirmadas laboratorialmente. O metanol, álcool industrial altamente tóxico, pode causar cegueira, falência de órgãos e morte, e sua presença só é detectável em laboratório.

A cautela do público é visível: Letícia, bancária, disse que prefere cerveja a drinks após ter consumido uma caipirinha em Barueri recentemente.