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Brasileiros vencem programa do MIT com projeto inovador para idosos

A equipe brasileira Atlas Health conquistou o primeiro lugar no MIT Hacking Medicine Brasil 2026, uma maratona de inovação em saúde promovida pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), que ocorreu no Einstein Hospital Israelita em São Paulo nos dias 31 de julho e 1 de agosto.

Nesta edição de 2026, as principais trilhas da competição focaram em Longevidade e Oncologia. A equipe destacou-se ao apresentar uma proposta voltada para a saúde sexual na terceira idade, com soluções destinadas a promover a discussão e a informação sobre o tema, utilizando conteúdos educativos e serviços especializados de saúde sexual.

Além do primeiro lugar, a equipe foi premiada com uma mentoria do MIT, a qual irá ajudá-los a desenvolver os próximos passos de sua iniciativa.

A proposta foi idealizada pela Atlas Health, composta por um grupo diversificado de profissionais e estudantes: Bruna Ramos da Fonte, uma jornalista, pesquisadora, psicanalista e sexóloga; Thiago Martins, enfermeiro; Thalissa Galvanin, fisioterapeuta; Raphaela Rodrigues Silva, produtora multimídia; Gustavo Andrade Barreto, estudante de Medicina; e Filiphe Zucchi, engenheiro e estudante de Medicina.

Bruna Ramos da Fonte, uma das integrantes da equipe, relata que quando surgiu a ideia do projeto, “ninguém mostrou interesse. Perguntei no grupo de participantes se alguém queria colaborar com uma proposta inovadora sobre sexualidade na terceira idade, mas a única resposta foi o silêncio.” Com o tempo se esgotando para a formação das equipes, Bruna entrou em um grupo que já trabalhava em outra ideia. Após muitas discussões e reflexões, a equipe decidiu apoiar sua proposta. “Essa experiência ilustra a lacuna existente e como o etarismo ainda influencia a discussão sobre sexualidade e envelhecimento.”

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 indicam que 40,76% dos brasileiros com 60 anos ou mais tiveram algum tipo de relação sexual nos 12 meses anteriores à pesquisa. Além disso, 88,31% dos entrevistados sexualmente ativos não utilizaram preservativos.

A experiência de Bruna Ramos da Fonte evidenciou a urgência de abordar a educação sexual na terceira idade. Ela explica que “os dados mostram que este grupo está exposto a ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), o que evidencia a necessidade de informação, acolhimento e acesso a serviços especializados, para proteger a saúde sexual, mental e a qualidade de vida dos idosos, especialmente os mais vulneráveis”.

*Sob supervisão de Thiago Félix

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