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Braskem tem nota rebaixada e ações caem na B3; entenda agora

Braskem tem nota rebaixada e ações caem na B3; entenda agora

Na última sexta-feira (26), as agências de rating Fitch e S&P Global decidiram rebaixar a nota para papéis da companhia petroquímica Braskem, o que gerou preocupações significativas entre investidores e analistas do mercado financeiro. A decisão foi divulgada após o anúncio de que a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo havia aprovado o pedido de tutela cautelar feito anteriormente pela empresa, criando um cenário ainda mais desafiador para a sua situação financeira.

A Fitch esclareceu que a decisão favorável da Justiça para a suspensão por 60 dias da cobrança de dívidas por determinados credores financeiros sugere um início de um processo de inadimplência, o que justificou o rebaixamento da nota de “CC” para “C“. Esse tipo de classificação indica uma deterioração significativa do crédito da companhia, refletindo riscos elevados para os investidores.

Além disso, a Fitch rebaixou o rating da Braskem America Finance Company e Braskem Netherlands Finance B.V. O relatório da agência sugere que, caso a Braskem não cumpra quaisquer obrigações financeiras ou não anuncie um plano de reestruturação formal, os ratings poderão ser rebaixados para ‘RD’, refletindo uma inadimplência restrita, ou ‘D’, se a companhia optar por pedir recuperação judicial. Essa situação é alvo de atenção tanto do mercado quanto de reguladores.

Por sua vez, a S&P Global acredita que a decisão da 2ª Vara também indica uma situação de inadimplência por parte da Braskem. A agência justificou que isso seria um forte sinal para revisão da qualidade de crédito dos ativos que lastreiam as operações estruturadas que têm a empresa como devedora. Este cenário pode ter sérias repercussões tanto para os credores da Braskem quanto para o mercado mais amplo.

A S&P apontou que o serviço total da dívida da Braskem pode totalizar US$ 549 milhões em julho de 2026 e US$ 878 milhões no terceiro trimestre deste ano. A posição de caixa estimada da empresa era de US$ 795 milhões (sem considerar Braskem Idesa) em junho de 2026, levantando mais preocupações sobre sua capacidade de cumprir obrigações financeiras futuras.

Nesse contexto, a agência rebaixou os ratings de crédito de emissor e de emissão da Braskem de “brCCC-” para “D“. A S&P também retirou o rating de recuperação “br4 (40%)” da 16ª emissão de debêntures da empresa, sinalizando uma deterioração na confiança do mercado na capacidade da Braskem de se recuperar.

Os impactos desse contexto financeiro não tardaram a aparecer. As ações da Braskem derretem na B3 no pregão desta segunda (30), com um recuo de aproximadamente 5,75%, às 13h (de Brasília), sinalizando a perda de confiança dos investidores. O Ibovespa também refletiu essa preocupação, cedendo 1,09%, aos 171.309,94 pontos, com a petroleira pesando sobre o desempenho geral do mercado.

A situação se torna ainda mais complexa com os investidores mantendo o relatório do JPMorgan em seu radar, que cortou a recomendação das ações da Braskem para neutra e também rebaixou o preço-alvo da petroquímica de R$ 15 para R$ 7,50. Isso representa uma revisão amarga das expectativas de desempenho da Braskem, refletindo a elevada incerteza em torno de sua capacidade de recuperação financeira.

Neste ambiente repleto de incertezas, a indústria petroquímica observa atentamente os desdobramentos da situação da Braskem. A pressão sobre sua estrutura financeira poderá influenciar não apenas a própria empresa, mas também todo o ecossistema de negócios que depende de suas operações e produtos. A expectativa dos investidores agora é de que a administração da Braskem apresente um plano claro de ação para reverter essa situação e restaurar a confiança no mercado.

*Com informações da Reuters

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