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Casas afetadas por explosão no Jaguaré ainda sem solução imediata

Casas afetadas por explosão no Jaguaré ainda sem solução imediata

Na tarde de segunda-feira (11), uma explosão de gás na região do Jaguaré, zona Oeste de São Paulo, causou danos significativos e deixou a comunidade em choque. Os imóveis afetados pela explosão de gás continuam isolados, com a Defesa Civil afirmando que não há um prazo definido para que os moradores possam retornar a suas residências.

Durante uma coletiva de imprensa na terça-feira (12), representantes da Defesa Civil forneceram detalhes sobre a situação. O tenente Maxwel Souza informou que as 46 residências ainda precisam passar por uma vistoria técnica, sendo que os moradores só poderão voltar para casa após a conclusão deste processo. “A vistoria ainda não acabou e não trabalharão com prazos exatos”, explicou Souza.

Os imóveis afetados foram classificados por cor: os imóveis amarelos foram liberados parcialmente, os laranjas estão em processo de vistoria e os vermelhos são aqueles que sofreram danos irreparáveis, necessitando de demolição. A ação objetiva garantir a segurança de todos os envolvidos e a integridade estrutural das residências.

Medidas de auxílio para os moradores

A representante da Sabesp, Samantha Souza, anunciou que estão sendo disponibilizados valores emergenciais, inicialmente de R$ 2 mil, para os moradores afetados. O processo de inscrição começou na mesma noite da explosão. “Até agora, foram 194 depósitos Pix emergenciais para as famílias cadastradas, além de kits de higiene e um canal de atendimento para os cidadãos”, declarou.

Além dos R$ 2 mil, o valor do auxílio será ampliado para R$ 5 mil, e aqueles que já receberam os R$ 2 mil serão ressarcidos pela diferença. As empresas também estão se responsabilizando pelo pagamento de hotéis, visto que muitos moradores não podem retornar para suas casas. “Estamos buscando alternativas para moradias permanentes”, complementou Samantha.

As empresas Comgás e Sabesp aguardam o término da perícia para determinar as causas exatas do acidente. Bruno Dalcamo, representante da Comgás, enfatizou que o foco neste momento é o amparo às vítimas: “Essas pessoas precisam ser cuidadas daqui pra frente. Afirmar qualquer coisa agora seria prematuro.”

Entenda o acidente de gás

A explosão, que resultou em um falecimento e três feridos, levanta a suspeita de que uma obra da Sabesp, que perfurou uma tubulação de gás da Comgás, tenha contribuído para o acidente. A intervenção ocorreu pouco antes da explosão, desencadeando a tragédia que afetou cerca de 160 moradores e danificou quase 50 residências.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a cena de destruição foi intensa, com várias vítimas soterradas sob os escombros. Além da morte de um homem, outros três feridos foram atendidos pelo SAMU e Bombeiros, sendo que um dos feridos está em estado grave na UTI do Hospital Regional de Osasco.

Operações de resgate em andamento

Na manhã de segunda-feira (12), o Governo do Estado de São Paulo relatou que as equipes de resgate estavam ativamente realizando buscas sob os escombros. Os trabalhos continuarão até que todos os moradores das casas atingidas sejam encontrados ou seus paradeiros confirmados. A área em torno da explosão segue isolada para garantir a segurança da população e permitir que as autoridades realizem as investigações necessárias.

O trabalho envolve a Defesa Civil, técnicos da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que está avaliando os danos e colaborando nas investigações. A Secretaria de Segurança Pública informou que as causas do acidente estão sob investigação com apoio da perícia do Instituto de Criminalística.

Em tempos de incerteza e dor, as autoridades e as empresas envolvidas têm o compromisso de cuidar das pessoas afetadas. Com os procedimentos ainda em andamento, a esperança é que as partes impactadas recebam o suporte necessário para superar este trágico incidente.