Na quarta-feira (4), o Supremo Tribunal Federal (STF) afastou dois ex-servidores do Banco Central (BC) como parte da nova fase da operação Compliance Zero. A investigação concentra-se em Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do BC, e Belline Santana, ex-servidor da instituição.
A nova etapa da ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça e também incluiu o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Essa fase foi destacada como um avanço na investigação, que até então já havia resultado no afastamento administrativo de ambos os servidores, em decisão tomada pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ainda no final do ano passado.
Quem são os ex-servidores do BC
Paulo Sérgio Neves de Souza
Formado em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Paulo Sérgio possui um MBA em Risco pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi). Desde 1998, ele ocupa cargos no Banco Central, onde teve uma trajetória significativa na Diretoria de Fiscalização, exercendo funções como inspetor, supervisor e chefe de divisão.
Ele foi chefe do departamento de supervisão bancária até 2017, quando foi promovido à diretoria de Fiscalização do BC, evidenciando sua influência na instituição.
Belline Santana
Belline, graduado em economia pela Universidade São Judas Tadeu, também é um veterano do Banco Central, onde ingressou em 1998. O ex-servidor tem um papel ativo na Associação de Supervisores Bancários das Américas e na Fundação Banco Central de Previdência Privada, onde ocupa cargos de destaque. Ele chefiou o Departamento de Supervisão Bancária do BC, contribuindo assim para a autoridade regulatória da instituição financeira.
Detalhes da nova fase da operação
A nova etapa da operação Compliance Zero visa investigar crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, relacionados a uma organização criminosa. A Polícia Federal (PF) executou quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e Minas Gerais.
Além disso, a PF também ordenou o afastamento de cargos públicos e a retenção de bens, totalizando até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e proteger valores que possam estar associados a práticas ilícitas.