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Ciúme patológico: investigação revela detalhes sobre morte de PM

Ciúme patológico: investigação revela detalhes sobre morte de PM

O caso do tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, investigado por feminicídio, levanta questões críticas sobre a dinâmica de violência em relacionamentos abusivos. Segundo o relatório do delegado Lucas de Souza Lopes, o assassínio da soldado Gisele Alves Santana em fevereiro de 2026 não foi uma fatalidade, mas sim uma ação criminosa que demonstra um padrão claro de controle coercitivo.

A caracterização do feminicídio

O delegado que investiga o caso afirma que a versão apresentada de suicídio por Rosa Neto é incoerente. Lopes descreve detalhes sobre a cena do crime, como hematomas na vítima e a dinâmica do disparo, que evidenciam a violência física. De acordo com a análise pericial, Gisele não teria a capacidade de disparar a arma contra si mesma, dados os ferimentos e a trajetória do projétil.

Temas de controle coercitivo

O relatório expõe como Gisele estava sob intenso controle por parte do coronel. Mensagens e comportamento ressaltam um padrão de ciúme patológico, restrições sociais e financeiras impostas à vítima. Lopes destaca que as ações do coronel constituem indícios claros de abuso psicológico e físico.

Implicações na investigação

A manipulação da cena do crime é outro elemento crucial. O coronel tomou banho antes da chegada da perícia, o que comprometeu a coleta de evidências. Além disso, a posição da arma e do corpo de Gisele contradiz a alegação de suicídio. Todo o contexto sugere que as práticas do investigado visaram ocultar a verdade sobre os eventos que levaram à morte de Gisele.

Em suma, os indicativos de feminicídio estão bem fundamentados na documentação do caso e na análise do comportamento de Rosa Neto, refletindo a urgência de abordar a violência à mulher no contexto familiar e social.

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