O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) abriu uma investigação para apurar a conduta do desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo). A investigação se tornou necessária após o magistrado ser acionado pelo tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para comparecer ao apartamento onde a policial militar Gisele Alves Santana foi encontrada morta em fevereiro.
Segundo informações da Corregedoria, o PP (Pedido de Providências) foi instaurado na última quinta-feira (19) em conjunto com o TJSP. O objetivo da investigação é obter esclarecimentos sobre a conduta do magistrado. O CNJ salientou que o caso é tratado sob sigilo.
A Justiça paulista emitiu uma nota afirmando que “não se posiciona sobre questões que tramitam ou que possam vir a tramitar em outros órgãos”.
Motivo da Investigação do Desembargador
O PP foi iniciado a partir de uma representação da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que solicitou ao CNJ a abertura de uma investigação devido à conduta do desembargador. A deputada destacou que a postura do magistrado ao visitar um suspeito de um crime tão sério gera dúvidas sobre sua influência no caso, comprometendo a percepção da independência do Judiciário.
A CNN Brasil tentou contato com a defesa do desembargador Cogan, mas não obteve uma resposta até o momento. O espaço permanece aberto para futuras declarações.
Desembargador Invocado como Amigo
O inquérito que investiga a morte de Gisele Alves Santana, de 32 anos, revelou que o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan esteve presente no apartamento onde a policial foi encontrada sem vida no dia 18 de fevereiro. Segundo a investigação, Cogan recebeu uma ligação do marido de Gisele, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que afirmou que o magistrado é um grande amigo e compareceu ao local a pedido.
Repercussões e Declarações de Cogan
Em sua nota, o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan comentou que foi chamado como amigo do coronel após os eventos e que todos os esclarecimentos necessários serão oferecidos à Polícia Judiciária, se necessário. A polícia continua sua investigação sobre a morte da policial militar e as circunstâncias envolvidas.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
