O Aeroporto de Congonhas, localizado na Zona Sul da cidade de São Paulo, deu um passo decisivo para ampliar sua atuação no setor aéreo ao receber parecer favorável da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), órgão vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos, para a operação de voos internacionais regulares de passageiros. A medida representa um marco histórico para um dos terminais mais movimentados do país, até então dedicado exclusivamente a rotas domésticas.
A autorização permite o avanço formal do processo de internacionalização do aeroporto, iniciativa apresentada pela concessionária Aena, responsável pela administração de Congonhas desde 2023. A proposta prevê a oferta de voos internacionais de curta e média distância, com foco especial em destinos da América do Sul, ampliando as opções de conexão para passageiros que utilizam o terminal paulistano.
A internacionalização está diretamente ligada ao amplo projeto de modernização do aeroporto, que soma investimentos superiores a R$ 2 bilhões. Entre as principais intervenções está a construção de um novo terminal de passageiros, cuja entrega está prevista para junho de 2028. A expectativa da concessionária é que, a partir desse mesmo ano, os voos internacionais regulares já estejam em operação.
Além do novo terminal, o plano inclui a ampliação do número de pontes de embarque, a criação de um novo pátio para aeronaves, a construção de hangares destinados às companhias aéreas e uma série de melhorias voltadas à eficiência operacional e ao conforto dos usuários. As obras buscam adequar Congonhas a um novo patamar de serviços, compatível com o fluxo internacional de passageiros.
O projeto também contempla as adaptações necessárias para a atuação de órgãos responsáveis pelo controle migratório, aduaneiro, sanitário e agropecuário. Entre eles estão a Polícia Federal, a Receita Federal e a Anvisa, cuja presença é obrigatória para a liberação de voos internacionais.
Em nota oficial, o diretor-executivo do Aeroporto de Congonhas, Kleber Meira, destacou que a internacionalização representa um passo estratégico para ampliar a conectividade aérea da capital paulista. Ele ressaltou ainda a localização central do aeroporto e a modernização da infraestrutura como fatores que fortalecem o potencial do terminal no cenário da aviação regional.