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Corteva avalia pipeline de proteção de cultivos e inovações agrícolas

Corteva avalia pipeline de proteção de cultivos e inovações agrícolas

A nova era da inovação na Corteva Agriscience está marcada por um investimento de US$ 11 bilhões. A empresa, focada em proteção de cultivos após a cisão da operação de sementes, que deu origem à Vylor, projeta lançar 12 novos ativos ao longo dos próximos dez anos, incluindo novos ingredientes ativos e produtos biológicos.

A transição também coincide com a nomeação oficial de Brook Cummingham como Chief Commercial Officer (CCO) global da Corteva. Antes de assumir essa posição, a executiva liderava operações na região da Ásia-Pacífico.

Em uma apresentação durante o GAFFFF (Global Agribusiness Festival) em São Paulo, Brook destacou que a nova estrutura permitirá à empresa concentrar mais esforços em inovação e responder rapidamente às transformações do mercado. “Nosso pipeline é avaliado em US$ 11 bilhões, e planejamos entregar 12 novos ativos nos próximos dez anos, sendo sete químicos e cinco biológicos”, declarou.

Ciclo de inovação em proteção de cultivos

Dentre os projetos que estão em andamento, destaca-se um novo fungicida projetado para o controle da ferrugem asiática da soja e outras doenças que surgem no final do ciclo da cultura. Brook destacou que essa é a primeira nova forma de ação introduzida pela companhia no Brasil em mais de 14 anos.

A executiva também mencionou que desenvolver uma nova molécula para proteção de cultivos pode custar cerca de US$ 300 milhões e levar aproximadamente 13 anos desde a pesquisa inicial até a aprovação regulatória para chegar ao mercado.

Assim, a estratégia da Corteva não se baseará apenas em tecnologias desenvolvidas internamente. Brook afirmou que a empresa buscará combinar sua própria pesquisa com investimentos em startups, parcerias com empresas maiores e aquisições, especialmente no setor biológico. “Não podemos resolver todos esses desafios sozinhos”, acrescentou.

Foco no Brasil e na agricultura tropical

O Brasil é um mercado estratégico para essa nova fase da Corteva. Segundo Brook, a meta da companhia no país é crescer em um ritmo superior ao do mercado, impulsionada pelo desenvolvimento de novas tecnologias e pela ampliação dos serviços oferecidos aos agricultores.

Tiago Gontijo, que comanda a operação da “Nova Corteva” no Brasil e no Paraguai, ressaltou que a agricultura tropical apresenta desafios únicos, como a pressão intensa de pragas, doenças e plantas daninhas, ao mesmo tempo que possibilita a realização de duas ou até três safras em algumas regiões.

A empresa acredita que esse cenário aumenta a necessidade de acelerar o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições brasileiras. Brook enfatizou que o Brasil receberá especial atenção no novo ciclo de inovação, tanto para o lançamento de novas moléculas quanto para o avanço de tecnologias biológicas. “Nosso objetivo no Brasil é crescer acima do mercado”, afirmou.

Colaboração e parcerias estratégicas

A Corteva está consciente de que o futuro da agricultura sustentável exigirá um esforço coletivo. O fortalecimento de colaborações com instituições de pesquisa e outras empresas pode acelerar o processo de inovação, resultando em soluções mais eficientes e sustentáveis.

O investimento em tecnologia biológica também está em linha com a crescente demanda por práticas agrícolas sustentáveis, que buscam não apenas aumentar a produtividade, mas também minimizar os impactos ambientais. A combinação de soluções químicas e biológicas poderá proporcionar um controle mais eficaz e sustentável das culturas.

Além disso, a abertura para parcerias e aquisições é uma estratégia clara para diversificar o portfólio da empresa e integrar novas tecnologias rapidamente. “Precisamos estar abertos a inovações que vêm de fora, além de nossa própria pesquisa”, completou Brook.

Com uma robusta estratégia de inovação e um foco intensificado no Brasil, a Corteva Agriscience se posiciona para liderar o mercado de proteção de cultivos nas próximas décadas, respondendo às demandas dos agricultores e contribuindo para a sustentabilidade da agricultura global.