O goleiro Weverton, do Grêmio, expressou forte descontentamento com a altitude de La Paz, na Bolívia, após a derrota do time para o Bolívar por 3 a 2, na quinta-feira (23), pela ida dos playoffs da Copa Sul-Americana. O atleta, conhecido por suas defesas impressionantes, descreveu a disputa no Estádio Hernando Siles, que fica a 3,6 mil metros acima do nível do mar, como “totalmente desleal”. Esta situação levantou um debate sobre as condições de jogo enfrentadas pelos times que visitam a altitude boliviana.
Weverton, na zona mista pós-jogo, não hesitou em criticar as desvantagens que a altitude impõe aos jogadores. Ele disse: “Quando você vai jogar num time visitante, espera a maioria da torcida contra, e essa é a única vantagem que a gente espera que o adversário tenha”. Para o goleiro, a diferença na altura deve ser considerada uma grande desvantagem para as equipes que não estão acostumadas, e isso levanta questões sobre a justiça competitiva na Copa Sul-Americana.
Os efeitos da altitude são evidentes, como destacou Weverton ao falar sobre a falta de oxigênio que resulta em tontura e outros desconfortos físicos. “Acho que isso não é certo”, afirmou o jogador, comparando a situação com a experiência do Bolívar ao jogar no Brasil, onde, segundo ele, não haverá impactos semelhantes. “É difícil, estava muito tonto”, lamentou o atleta da Seleção Brasileira, que se prepara para a Copa do Mundo de 2026.
Desafios enfrentados nas alturas
O impacto da altitude sobre os atletas é um tema recorrente no futebol, especialmente em partidas realizadas em regiões montanhosas. A dificuldade em respirar e a desidratação são apenas alguns dos desafios que os jogadores enfrentam. Weverton, com sua experiência, exemplifica como pequenas variações podem afetar o desempenho em campo. É um fato que os times que jogam frequentemente em altitudes elevadas conseguem se adaptar melhor às condições adversas.
Durante a partida contra o Bolívar, Weverton mostrou sua habilidade e resistência, protagonizando defesas que evitaram que o placar fosse ainda mais desastroso para o Grêmio. Mesmo enfrentando tontura e desidratação, o goleiro conseguiu manter o foco e chamar a atenção com suas intervenções, revelando o heroísmo que ele e outros atletas podem demonstrar diante de desafios físicos extremos.
A próxima fase da competição
Após o confronto na altitude, o Grêmio se prepara para o jogo de volta contra o Bolívar, agendado para a próxima quinta-feira (30), às 19h (de Brasília), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. O time gaúcho precisa vencer por uma margem de dois gols para garantir a classificação direta às oitavas de final da Copa Sul-Americana. Caso consiga uma vitória simples, o resultado levará a disputa para os pênaltis.
Esta partida é decisiva e traz pressão adicional para os jogadores, que sabem que qualquer empate ou derrota resultaria na eliminação do clube da competição, permitindo que o Bolívar avançasse e enfrentasse o São Paulo na fase seguinte. Os torcedores esperam que o Grêmio possa transformar a desvantagem da primeira partida em uma oportunidade de se redimir em casa.
Compromissos simultâneos
Antes da partida crucial pela Sul-Americana, o Grêmio terá outro desafio pelo Campeonato Brasileiro. O time enfrentará o Fluminense no domingo (26), às 18h30 (de Brasília), em mais um confronto importante que requer foco e disposição. A agenda apertada pode apresentar um desafio adicional aos atletas, que precisam conciliar a necessidade de recuperação com a urgência das próximas competições.
É fundamental para a equipe manter um desempenho competitivo nas diferentes frentes para garantir sua relevância durante a temporada. Além disso, a performance de Weverton e o entrosamento do time serão cruciais para suas aspirações futuras, tanto na Sul-Americana quanto no Campeonato Brasileiro.
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