O advogado da família de Gisele Alves Santana afirmou à CNN Brasil que o depoimento do ex-marido da Policial Militar pode ser crucial no pedido de prisão do tenente-coronel da PM, Geraldo Leite Rosa Neto. Gisele foi encontrada morta com uma arma na mão, e Geraldo alegou que ela cometeu suicídio.
“Tinham duas pessoas no local. Se ela não se matou, quem matou…”, disse o advogado à reportagem. De acordo com ele, o depoimento do ex-marido contesta as alegações de Geraldo sobre desequilíbrio emocional de Gisele e revela que a filha da soldado já havia expressado preocupações sobre o padrasto.
Depoimento do Ex-Marido
Segundo a defesa, o ex-marido mencionou que Gisele já havia solicitado a separação de Geraldo, e que a filha estava feliz com a possibilidade de voltar a morar com os avós. No dia anterior à morte, a filha contou ao pai que estava sofrendo e já havia demonstrado desconforto em casa com a mãe e o padrasto. O pai da criança disputou a ideia de suicídio ao afirmar que Gisele era uma mãe dedicada.
Relembre: Contradições na Cena do Crime
Gisele, de 32 anos, foi encontrada sem vida na manhã de 18 de fevereiro no apartamento que compartilhava com o marido, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Inicialmente tratada como suicídio, a investigação mudou o enfoque para morte suspeita e o caso foi encaminhado ao Tribunal do Júri para avaliação de um possível feminicídio.
Agentes do Corpo de Bombeiros que chegaram ao local registraram a estranheza da cena: Gisele estava caída na sala e não havia cápsulas de munição próximas ao corpo. Testemunhas relataram que Geraldo estava com as mãos e o corpo limpos e ele insistiu em tomar banho e trocar de roupa antes de ir à delegacia, ignorando as orientações de preservar o local do crime.
Investigação sobre Relação Abusiva
Familiares de Gisele relataram que a jovem vivia um relacionamento abusivo, com Geraldo controlando seu acesso a maquiagem e vestuário. A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo está investigando denúncias de perseguição, intimidação e ameaças feitas por Geraldo à esposa. A situação levanta questões sobre a dinâmica do casal e o possível envolvimento do tenente-coronel na morte de Gisele, aumentando a urgência de uma investigação aprofundada.