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Explosão no Tatuapé: imagens revelam destruição total de casa com depósito clandestino de fogos

A explosão que atingiu uma casa na Rua Francisco Bueno, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, na noite de quinta-feira (13), deixou um cenário de devastação que impressionou até equipes experientes de resgate e investigação. O imóvel, que abrigava nos fundos um depósito clandestino de fogos de artifício, foi completamente destruído após a detonação que matou uma pessoa e deixou outras dez feridas. Imagens aéreas feitas na manhã seguinte mostram os escombros espalhados por todo o terreno e a extensão dos danos provocados pelo impacto.

A casa ficava em uma região próxima aos importantes corredores das avenidas Celso Garcia e Salim Farah Maluf, área de grande circulação e comércio. Apesar da proximidade, o trânsito nas avenidas segue funcionando normalmente. Apenas a Rua Francisco Bueno permanece interditada, dificultando o acesso aos moradores e às equipes de perícia e segurança.

A Defesa Civil interditou ao menos 23 imóveis ao redor da área atingida devido a danos estruturais. O estrondo da explosão, ouvido por moradores em diversos quarteirões, provocou deslocamento de ar suficiente para estilhaçar janelas, derrubar telhados e lançar objetos a metros de distância. Vídeos de câmeras de monitoramento registraram o momento exato da explosão e mostram a formação de uma grande “nuvem cogumelo”, além de fogos estourando próximos a prédios vizinhos.

Na manhã desta sexta-feira (14), peritos e policiais continuaram trabalhando no local. Diversos artefatos explosivos, incluindo unidades do tipo “Coconut”, foram recolhidos entre os escombros. As autoridades investigam se o material seria destinado à fabricação de balões, prática criminosa capaz de provocar incêndios e acidentes graves.

A vítima encontrada no local ainda passa por identificação oficial. A Polícia Técnico-Científica analisa o corpo carbonizado, e uma das suspeitas é de que a pessoa morta fosse o morador do imóvel, investigado por armazenar ilegalmente fogos no terreno. Vizinhos relataram que a casa havia sido alugada há cerca de três meses e que havia intensa movimentação no local.

Entre os moradores impactados, há relatos de animais de estimação desaparecidos e famílias que passaram a noite na rua, com medo de novos desabamentos ou de saques. Em um dos prédios próximos, o empresário Fabio Rubemar registrou a explosão do 18º andar e descreveu o desespero que tomou conta da vizinhança: “Foi do nada. Tremeu tudo em casa. Parecia um atentado. Voavam coisas sem parar.”

Enquanto os trabalhos de perícia continuam, a investigação busca esclarecer a quantidade de fogos armazenada no local, sua procedência e as reais circunstâncias que desencadearam a explosão que transformou uma área residencial movimentada em um cenário de destruição.