A 27ª edição da tradicional Festa do Livro da Universidade de São Paulo (USP) começou nesta quarta-feira (26) com grande movimentação no campus do Butantã, na Zona Oeste da capital. Logo nas primeiras horas, os corredores já estavam tomados por leitores, estudantes, professores, famílias e curiosos em busca dos famosos descontos mínimos de 50%, que transformaram o evento em uma das feiras literárias mais aguardadas do estado. Realizada anualmente, a festa segue até domingo (30), com entrada e estacionamento gratuitos.
O evento funciona das 9h às 21h na quinta e sexta-feira, e das 9h às 19h no sábado e domingo. Neste ano, mais de 200 editoras marcam presença, abrangendo desde grandes grupos editoriais, como Companhia das Letras e Todavia, até selos independentes, editoras universitárias e novas participantes, entre elas Rocco, Darkside e Tabla. A diversidade de expositoras reflete o crescimento da feira ao longo de quase três décadas.
Criada em 1999 pelo professor Plínio Martins Filho, a Festa do Livro surgiu com o intuito de aproximar o público da produção acadêmica do curso de Editoração. Hoje, o idealizador se diz orgulhoso ao ver o evento ocupar um dos maiores espaços do campus e atingir proporções que ele não imaginava no início. Para Plínio, o propósito original se ampliou e, atualmente, a missão da feira é também democratizar o acesso à leitura e estimular a formação de novos leitores.
Nos corredores lotados, a cena se repete: listas extensas de compras, leitores agarrados a pilhas de livros e malas de rodinhas competindo espaço no chão. A editora de vídeo Babi Fernandes é um exemplo do entusiasmo dos visitantes. Ela conta que preparou uma lista com 15 títulos para comprar, todos infantis, mas rapidamente ultrapassou o planejado. Entre risos, afirma que aproveita os preços para garantir presentes para todas as crianças da família e dos amigos durante o ano inteiro.
Além dos descontos, a Festa do Livro promove uma experiência cultural que vai além da simples compra de livros. Para muitos visitantes, especialmente os que não estudam na USP, é a primeira oportunidade de circular entre museus, institutos e prédios históricos da universidade. Segundo a organização, esse também é um dos grandes objetivos da feira: transformar a Cidade Universitária em um espaço de convivência acessível ao público geral.
Um dos organizadores, Márcio Pelozio, destaca que a atração literária acaba abrindo portas para que os visitantes conheçam melhor o campus. “A USP é cheia de museus e espaços culturais que muitos moradores da cidade nunca visitaram. A festa amplia esse acesso e cria uma relação mais próxima entre a universidade e a população”, explica.
Com preços acessíveis, opções para todos os gostos e um ambiente que celebra o conhecimento, a Festa do Livro reafirma seu papel como um dos principais eventos culturais paulistanos, atraindo um público crescente a cada ano e fortalecendo a conexão entre literatura, educação e espaço público.