A 32ª edição da manifestação Grito dos Excluídos e Excluídas aconteceu nesta segunda-feira (7), pela ocasião do feriado do 7 de setembro. Diferentes centrais sindicais discursaram na Praça da Sé, no centro de São Paulo, para promover pautas como a defesa da soberania nacional, o fim da escala 6×1 e a ampliação de programas sociais. Esta edição do evento se destaca por sua forte mobilização social em prol dos direitos das minorias.
O nome do ato faz referência ao grito da independência, marco histórico do feriado comemorado nesta data. Nesta edição, o movimento coordenado por organizações sociais, sindicatos, igrejas e movimentos populares adotou o lema: “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania”. Com a profundidade dessa frase, os organizadores ressaltam a importância de assegurar direitos básicos e a dignidade de todos os cidadãos.
Pautas das Manifestações e Apelos Sociais
Entre os discursos, o presidente norte-americano Donald Trump foi lembrado pelos manifestantes. “Trump tire a mão das terras raras do Brasil.” A organização Intersindical pediu pela reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como forma de manter direitos conquistados no país. Essa solicitação reflete as preocupações em relação ao futuro das políticas sociais e trabalhistas sob ameaças de retrocessos.
As pautas sociais continuaram a ser um tema central durante o evento, com demandas por “mais moradias e programas sociais voltados aos moradores em situação de rua”. Esse apelo se torna ainda mais urgente em meio a críticas ao governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ao candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP). “Impossível São Paulo, a cidade mais rica do estado, ter cerca de 90 mil pessoas nessa situação. Fora Tarcísio, fora Derrite”, reclamaram os manifestantes, evidenciando a indignação popular perante a desigualdade e a falta de ação governamental.
Violência Contra as Mulheres e Feminicídios
Outro destaque do Grito dos Excluídos foram as críticas ao aumento de casos de feminicídio. Faixas com os dizeres “basta de violência contra mulher” e “parem de nos matar” foram expostas, mostrando a gravidade do tema e a necessidade de uma ação efetiva por parte do governo e da sociedade. A manifestação se torna uma plataforma para amplificar essas vozes, exigindo responsabilidade e mudanças significativas na luta contra a violência de gênero.
Além disso, o Grito dos Excluídos traz à tona a urgência de debater a segurança da mulher em diferentes esferas, proporcionando um espaço para que as preocupações da população sejam ouvidas. Esta mobilização é um chamado à ação por políticas mais rigorosas e eficazes para proteger as mulheres e assegurar paz e justiça em suas vidas.
Defesa da Soberania Nacional
A defesa da soberania também esteve entre os temas recorrentes nas falas do evento. Os organizadores questionaram fortemente a pressão em acordos comerciais que podem comprometer a autonomia do país. Os discursos levantaram posições sobre as urnas eletrônicas brasileiras e o sistema de pagamento Pix, considerados ameaças à soberania e segurança nacional. Essas questões geraram debates sobre como o Brasil se posiciona no cenário internacional e como preservar seus recursos e direitos.
Com a agitação do evento, ficou evidente que esses tópicos não são apenas preocupações dos manifestantes, mas também pautas que exigem atenção e ação consistentes por parte do governo e da sociedade em geral. O Grito dos Excluídos se transforma assim em um espaço vital para o diálogo sobre o futuro do Brasil, onde todos podem se unir em prol de causas que afetam diretamente suas vidas.
