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Hospital de São Paulo contabiliza 15 ocorrências do superfungo Candida auris em 2025

Confirmação de Casos de Candida auris no Hospital Estadual do Servidor de São Paulo

O Hospital Estadual do Servidor de São Paulo detectou 15 casos do superfungo Candida auris este ano. Este fungo é conhecido por sua alta capacidade de transmissão e resistência a tratamentos antifúngicos comuns, representando um desafio significativo para o controle de infecções em ambientes hospitalares.

Características da Candida auris

A Candida auris pode colonizar a pele e mucosas sem apresentar sintomas visíveis. No entanto, em situações de ferimentos ou quando acessa a corrente sanguínea, pode provocar infecções graves, afetando órgãos vitais como o coração e o cérebro. Os sintomas incluem febres, calafrios e agravamento de condições pré-existentes.

Casos e Tratamento

Dos 15 pacientes diagnosticados, apenas um desenvolveu infecção. O paciente, um homem de 73 anos com várias comorbidades, faleceu. O hospital esclareceu que a morte foi devido a complicações cirúrgicas, não sendo atribuída diretamente à infecção pelo fungo.

A transmissão da Candida auris ocorre principalmente em ambientes hospitalares, onde o microrganismo pode sobreviver em superfícies por longos períodos e resistir a desinfetantes comuns. Testes laboratoriais são essenciais para identificar sua presença e determinar quais antifúngicos são eficazes.

Medidas de Controle

Entre os outros 14 pacientes diagnosticados, a maioria já recebeu alta, mas deve permanecer em isolamento para evitar novos contágios. O hospital informou que continuará com medidas de controle e segurança, incluindo higienização reforçada, isolamento dos casos e treinamento da equipe, ao menos até o meio do ano.

Histórico e Registros

O superfungo Candida auris foi identificado pela primeira vez em 2009, no Japão. No Brasil, a Anvisa registrou o primeiro caso em 2020, em um paciente internado na Bahia.

Declaração do Hospital

O Hospital do Servidor Público Estadual identificou em 2 de janeiro de 2025 um caso de Candida auris. Imediatamente, o Hospital notificou a Anvisa e adotou todas as medidas de segurança e controle, como a manutenção de pacientes em quartos individuais, higienização intensificada e treinamentos para as equipes. De acordo com o preconizado pelos órgãos de vigilância, a unidade segue realizando coletas mensais por seis meses para análise do cenário. Semanalmente, o HSPE se reúne com a Anvisa para relatar as ações e os resultados das coletas, reforçando as normas de controle de infecção em todo o hospital. Importante salientar que o óbito do paciente de 73 anos foi por causado complicações cirúrgicas e não em razão da infecção do fungo.

Durante as coletas diárias, notificadas para as autoridades sanitárias, foi identificado a presença do microorganismo em outros 14 pacientes, no entanto, nenhum evoluiu para a infecção, ou seja, sem causar doença, durante a internação e tratamento dos pacientes.

O HSPE continua aprimorando o trabalho no atendimento humanizado e está reforçando todas as barreiras para garantir a segurança dos pacientes.

Fonte: https://gazetabrasil.com.br/destaques/2025/04/03/hospital-de-sp-registra-15-casos-do-superfungo-candida-auris-em-2025/

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