Confirmação de Casos de Candida auris no Hospital Estadual do Servidor de São Paulo
O Hospital Estadual do Servidor de São Paulo detectou 15 casos do superfungo Candida auris este ano. Este fungo é conhecido por sua alta capacidade de transmissão e resistência a tratamentos antifúngicos comuns, representando um desafio significativo para o controle de infecções em ambientes hospitalares.
Características da Candida auris
A Candida auris pode colonizar a pele e mucosas sem apresentar sintomas visíveis. No entanto, em situações de ferimentos ou quando acessa a corrente sanguínea, pode provocar infecções graves, afetando órgãos vitais como o coração e o cérebro. Os sintomas incluem febres, calafrios e agravamento de condições pré-existentes.
Casos e Tratamento
Dos 15 pacientes diagnosticados, apenas um desenvolveu infecção. O paciente, um homem de 73 anos com várias comorbidades, faleceu. O hospital esclareceu que a morte foi devido a complicações cirúrgicas, não sendo atribuída diretamente à infecção pelo fungo.
A transmissão da Candida auris ocorre principalmente em ambientes hospitalares, onde o microrganismo pode sobreviver em superfícies por longos períodos e resistir a desinfetantes comuns. Testes laboratoriais são essenciais para identificar sua presença e determinar quais antifúngicos são eficazes.
Medidas de Controle
Entre os outros 14 pacientes diagnosticados, a maioria já recebeu alta, mas deve permanecer em isolamento para evitar novos contágios. O hospital informou que continuará com medidas de controle e segurança, incluindo higienização reforçada, isolamento dos casos e treinamento da equipe, ao menos até o meio do ano.
Histórico e Registros
O superfungo Candida auris foi identificado pela primeira vez em 2009, no Japão. No Brasil, a Anvisa registrou o primeiro caso em 2020, em um paciente internado na Bahia.
Declaração do Hospital
O Hospital do Servidor Público Estadual identificou em 2 de janeiro de 2025 um caso de Candida auris. Imediatamente, o Hospital notificou a Anvisa e adotou todas as medidas de segurança e controle, como a manutenção de pacientes em quartos individuais, higienização intensificada e treinamentos para as equipes. De acordo com o preconizado pelos órgãos de vigilância, a unidade segue realizando coletas mensais por seis meses para análise do cenário. Semanalmente, o HSPE se reúne com a Anvisa para relatar as ações e os resultados das coletas, reforçando as normas de controle de infecção em todo o hospital. Importante salientar que o óbito do paciente de 73 anos foi por causado complicações cirúrgicas e não em razão da infecção do fungo.
Durante as coletas diárias, notificadas para as autoridades sanitárias, foi identificado a presença do microorganismo em outros 14 pacientes, no entanto, nenhum evoluiu para a infecção, ou seja, sem causar doença, durante a internação e tratamento dos pacientes.
O HSPE continua aprimorando o trabalho no atendimento humanizado e está reforçando todas as barreiras para garantir a segurança dos pacientes.