O jornalista Márcio Chaer, conhecido como fundador e diretor da revista ConJur (Consultor Jurídico), faleceu tragicamente no último sábado (3). Sua morte ocorreu logo após um incidente que mobilizou a atenção pública e gerou comoção entre colegas e amigos. O velório será realizado nesta segunda-feira (5), das 8h às 12h, na Funeral Home, localizada no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo.
A cerimônia de despedida acontecerá na Sala Roma, na Rua São Carlos do Pinhal, 376. O sepultamento de Chaer também será nesta segunda-feira, no Cemitério São Salvador, em Mogi das Cruzes, ainda sem horário definido. A repercussão de sua morte destaca a importância de sua contribuição ao jornalismo jurídico brasileiro.
O incidente que levou à morte de Chaer
Márcio Chaer foi vítima de um furto na Avenida Pedro Vicente, próximo à Estação Armênia, na capital paulista. Segundo informações da CNN Brasil, ao tentar perseguir o ladrão para recuperar seu celular, o jornalista sofreu um infarto. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas chegou ao local para confirmar a morte.
Câmeras de segurança registraram parte da ocorrência, mostrando Chaer em ação após o furto. Um vídeo bastante impactante mostra o jornalista tentando alcançar o criminoso após ter seu celular levado enquanto estava dentro de um veículo. Em outro ângulo, ele é visto caminhando e, em seguida, se sentando na calçada, onde foi socorrido por transeuntes.
A tragédia foi registrada pela Polícia Militar, que procura identificar e prender aqueles envolvidos no furto. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) também já solicitou perícias e exames ao Instituto Médico Legal (IML), e o caso foi protocolado no 8º Distrito Policial, localizado no Brás.
Márcio Chaer e seu legado no jornalismo
Chaer fundou a revista ConJur em 1997, transformando-a em uma referência no jornalismo jurídico nacional. Desde sua criação, a ConJur se destacou por sua cobertura especializada do Judiciário no Brasil, influenciando o debate sobre Direito e as instituições judiciais no país. O veículo foi um verdadeiro pioneiro em tratar de temas jurídicos, proporcionando informações relevantes e acessíveis ao público em geral.
O impacto da sua carreira é inegável. O ConJur, sob sua liderança, ampliou o acesso à informação legal, fomentou debates e proporcionou um espaço para discussões que, anteriormente, eram consideradas restritas a profissionais da área. Em nota divulgada, a revista lamentou a partida do fundador, reconhecendo que o legado de Chaer se reverte em décadas de dedicação ao jornalismo jurídico.
A morte de Márcio Chaer gerou uma onda de condolências de autoridades e profissionais do direito. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressou sua tristeza e destacou a importância do jornalista na defesa do Estado Democrático de Direito. Em sua mensagem, Lula enfatizou que Chaer foi corajoso ao abordar questões sensíveis e abrir espaço para críticas durante momentos críticos, como no auge da Operação Lava Jato.
Recebo com imensa tristeza o trágico falecimento do jornalista Márcio Chaer, fundador da revista Conjur. Chaer foi pioneiro ao, em 1997, inaugurar um site dedicado ao jornalismo jurídico, tornando-se referência para aqueles assuntos que, até então, estavam distantes da sociedade. Defensor inegociável do Estado Democrático de Direito, Chaer pautou sua atuação jornalística na coragem e no sentimento de justiça. No auge da Lava Jato, não hesitou em abrir espaço para críticas aos abusos e violações então cometidas. Aos familiares, amigos e colegas do Conjur, expresso meus sentimentos neste momento de dor.
— Lula (@LulaOficial) October 3, 2026
Repercussões da morte de Chaer
A partida de Chaer também foi marcada por manifestações nas redes sociais. Jorge Messias, advogado-geral da União, lamentou a perda e expressou suas condolências à família. As reações que se seguiram demonstram quão profundamente o jornalista foi respeitado e admirado na sua área de atuação.
O legatário do trabalho de Chaer no ConJur é visível nas novas gerações de jornalistas e profissionais do direito, que se inspiram nessa trajetória. Sua abordagem crítica sobre o sistema jurídico e as instituições o transformou não apenas em um profissional respeitado, mas também em um defensor incansável da ética na informação.
A reverberação de sua morte continua a lembrar a todos nós da importância de um jornalismo sério e comprometido, filosofia que Chaer encarnou e promoveu ao longo de sua carreira. O seu desaparecimento é uma perda incalculável para o jornalismo brasileiro e para todos que acreditam no poder da informação como instrumento de justiça e cidadania.

